A exoneração de diretores das escolas municipais pelo prefeito em exercício Pedro DaLua virou centro de críticas em Macapá. Mas um detalhe do passado recente muda completamente o rumo desse debate.
Por que a crítica ganhou força agora?
Aliados do ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan - que renunciou ao cargo após denúncias de corrupção feitas pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Paroxismo, também conhecida como “Propinão da Saúde” - passaram a atacar a decisão de DaLua, classificando a medida como extrema.
O discurso é direto: a exoneração em bloco de gestores escolares seria um erro administrativo com impacto na educação municipal.
Mas a história não começa agora.
O que aconteceu em 2025 que ficou fora do debate
A justificativa oficial foi contenção de despesas e reorganização administrativa após a reeleição.
O detalhe que chama atenção: não se tratava de troca de governo.
Eram servidores nomeados pela própria gestão sendo dispensados logo após o processo eleitoral.
Qual é a diferença entre os dois casos?
Na prática, a ação atual de DaLua segue um padrão já adotado anteriormente dentro da própria prefeitura.
A mudança não está necessariamente na medida. Está na narrativa construída ao redor dela.
O que antes foi tratado como ajuste administrativo agora surge como motivo de crítica pública, dependendo de quem executa a decisão.
O que esse episódio revela sobre o cenário político
O caso escancara um fenômeno comum na política local: a seletividade da memória.
A crítica, nesse contexto, deixa de ser técnica e passa a ser estratégica.
E, em Macapá, o debate sobre gestão pública parece cada vez mais guiado por posição política do que por coerência.

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