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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

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Memória curta? Ataques a DaLua ignoram demissão em massa feita por Furlan em 2025

Críticas a DaLua esquecem que Furlan demitiu, em 2025, sua própria base nomeada no ano eleitoral.

Memória curta? Ataques a DaLua ignoram demissão em massa feita por Furlan em 2025
Decreto de 2025 mostra exoneração em massa assinada por Furlan após reeleição
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A exoneração de diretores das escolas municipais pelo prefeito em exercício Pedro DaLua virou centro de críticas em Macapá. Mas um detalhe do passado recente muda completamente o rumo desse debate.

Por que a crítica ganhou força agora?
Aliados do ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan - que renunciou ao cargo após denúncias de corrupção feitas pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Paroxismo, também conhecida como “Propinão da Saúde” - passaram a atacar a decisão de DaLua, classificando a medida como extrema.

O discurso é direto: a exoneração em bloco de gestores escolares seria um erro administrativo com impacto na educação municipal.

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Mas a história não começa agora.

O que aconteceu em 2025 que ficou fora do debate

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Em 2 de janeiro de 2025, o próprio Dr. Furlan assinou um decreto promovendo a exoneração em massa de todos os ocupantes de cargos comissionados da prefeitura.

A justificativa oficial foi contenção de despesas e reorganização administrativa após a reeleição.

O detalhe que chama atenção: não se tratava de troca de governo.

Eram servidores nomeados pela própria gestão sendo dispensados logo após o processo eleitoral.

Qual é a diferença entre os dois casos?

Na prática, a ação atual de DaLua segue um padrão já adotado anteriormente dentro da própria prefeitura.

A mudança não está necessariamente na medida. Está na narrativa construída ao redor dela.

O que antes foi tratado como ajuste administrativo agora surge como motivo de crítica pública, dependendo de quem executa a decisão.

O que esse episódio revela sobre o cenário político
O caso escancara um fenômeno comum na política local: a seletividade da memória.

A crítica, nesse contexto, deixa de ser técnica e passa a ser estratégica.

E, em Macapá, o debate sobre gestão pública parece cada vez mais guiado por posição política do que por coerência.

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