O líder religioso Jeremias Liarte Dias, de 45 anos, foi considerado culpado pelo crime de importunação sexual contra uma fiel de sua igreja, em Macapá. A sentença foi proferida pela juíza Rosália Bodnar, da 3ª Vara Criminal e de Auditoria Militar da capital amapaense. O caso, que ocorreu em novembro de 2022, veio à tona após a vítima denunciar o abuso.
De acordo com a investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado, o crime aconteceu na residência da vítima, uma mulher de 31 anos, localizada no bairro Congós, zona sul de Macapá. Jeremias abordou a fiel sob a falsa promessa de realizar uma massagem terapêutica para aliviar dores na coluna. O pastor teria se oferecido para ajudar após ser informado sobre a condição de saúde da mulher por uma vizinha.
Durante o atendimento, em um dos cômodos da casa, Jeremias aproveitou um momento de ausência da vizinha para cometer o ato. Ele segurou a mão da vítima e a colocou sobre suas partes íntimas, proferindo a frase: “Verifica se tá duro ou não, eu te considero como filha”. Assustada com a situação, a mulher retirou a mão imediatamente, sendo orientada pelo pastor a não revelar o ocorrido a ninguém.
A vítima formalizou a denúncia meses após o abuso, encontrando coragem para relatar o episódio depois de compartilhar o trauma com uma das líderes da igreja. O caso foi enquadrado juridicamente como importunação sexual, conforme o artigo 215-A do Código Penal Brasileiro.
A sentença condenatória foi emitida em 28 de janeiro de 2025 e já transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso. Jeremias Liarte Dias foi condenado a dois anos e três meses de reclusão em regime aberto. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas medidas restritivas de direitos: prestação de serviços à comunidade e pagamento de um salário mínimo.
Além desta condenação, o líder religioso enfrenta outra acusação semelhante por crime contra a liberdade sexual, que ainda está em andamento na Justiça. Apesar da condenação já transitada em julgado, Jeremias Liarte Dias continua à frente da igreja e nega as acusações.
