Site de Notícias do Amapá

Aguarde, carregando...

Terça-feira, 10 de Março 2026

Notícias/Policial

Inquérito da Polícia Federal contra o promotor João Furlan tem 1.211 páginas

João Furlan, irmão do prefeito de Macapá, teve afastamento baseado em inquérito da PF sobre corrupção eleitoral.

Inquérito da Polícia Federal contra o promotor João Furlan tem 1.211 páginas
A investigação contra o promotor começou em 6 de dezembro de 2020, durante o período eleitoral.
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O inquérito da PF contra João Furlan reúne 1.211 páginas e levou ao afastamento do promotor de Justiça João Paulo de Oliveira Furlan, no Amapá. O caso apura suspeitas de compra de votos nas eleições de 2020 e teve início após uma abordagem da Polícia Federal no bairro Zerão, em Macapá.

O procedimento é conduzido pela Polícia Federal e tramita na Justiça Eleitoral sob segredo de Justiça. João Furlan é irmão do prefeito de Macapá, Antônio Furlan, informação que consta nos autos.

A investigação começou em 6 de dezembro de 2020, durante o período eleitoral. Agentes da PF relataram uma movimentação típica de compra de votos, com pessoas se aproximando de um veículo, recebendo objetos e se afastando após a aproximação da viatura.

Publicidade

Leia Também:

O carro era dirigido por Gleisson Fonseca da Silva, que passou a ser investigado. Na abordagem, foi lavrado o Auto de Apreensão nº 447/2020.

O que foi apreendido

  • 💰R$ 2.500,00 em espécie
  • 📱Celular Samsung Galaxy A10S
  • 🗳️Santinhos do candidato Dr. Furlan (nº 23)

Não houve prisão em flagrante.

Ligação do promotor com o inquérito

Apesar de não estar no local da abordagem, João Furlan passou a integrar o inquérito por material de campanha, dados encontrados no celular do investigado e a hipótese de atuação de operador financeiro da campanha.

Uso de mensagens, PIX e registros

No celular de Gleisson foram encontrados áudios, mensagens, comprovantes de transferências via PIX e registros de cestas básicas, que passaram a integrar o conjunto probatório.

Disputa sobre validade das provas

A defesa sustenta que houve acesso ilegal ao celular, o que motivou recursos no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) sobre possível prova ilícita.

Inquérito e base legal

Mesmo sem flagrante, a PF instaurou o Inquérito Policial nº 2020.0125807, com base no artigo 299 do Código Eleitoral, que trata de corrupção eleitoral e compra de votos.

Caso chegou ao CNMP

Houve conflito entre o Ministério Público Eleitoral e o Ministério Público do Amapá, o que levou à remessa do processo ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Afastamento do promotor

A Corregedoria Nacional do CNMP apontou indícios de atuação político-partidária vedada e violação de deveres funcionais, o que embasou o afastamento cautelar de João Furlan.

De Bubuia

Publicado por:

De Bubuia

Saiba Mais
WhatsApp De Bubuia
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR