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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

Notícias/Educação

Educação indígena avança no Amapá com quatro escolas nas terras Wajãpi

Entrega ocorreu no Dia dos Povos Originários e reforça respeito do governador à educação indígena no Amapá.

Educação indígena avança no Amapá com quatro escolas nas terras Wajãpi
Ato marca o Dia dos Povos Originários com entregas voltadas à educação nas Terras Wajãpi. Fotos: Ruan Alves
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Na manhã deste domingo (19), enquanto o Dia dos Povos Originários lembrava que resistência também se escreve no presente, quatro escolas indígenas eram entregues nas terras Wajãpi, em Pedra Branca do Amapari. 

Mas não foi só entrega. Foi resposta. “Os povos originários transformaram o mês de abril em um período de resistência, um tempo de luta, reflexão e afirmação. Para nós, além desse significado, é também um momento de entregas concretas”, disse o governador Clécio Luís, diante de lideranças e comunidades reunidas na Aldeia Manilha. 

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As escolas Manilha, Ytuwasu, Taitetuwa e Mariry foram inauguradas numa mesma cerimônia. Quatro nomes que não vieram de fora, não foram inventados em gabinete. Já existiam ali, no chão, no idioma, na vida.

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“Essa era uma das principais demandas desse povo, e o que entregamos hoje é resultado direto do diálogo e do compromisso que construímos com o povo Wajãpi”, reforçou o governador. 

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Com elas, o estado chega a 42 escolas reconstruídas e reformadas. Na educação indígena, são 28 unidades, com outras ainda no caminho — algumas saindo do zero, respeitando o jeito de construir, de aprender e de existir de cada comunidade.

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Na Aldeia Manilha, a escola nasceu misturada como a própria cultura: madeira e alvenaria, tradição e estrutura. Duas salas, alojamento para professores, kits pedagógicos e tecnologia suficiente pra abrir janelas sem fechar raízes.

Para quem estuda ali, a mudança já tem nome.

“Isso vai melhorar o nosso ensino e a aprendizagem dentro da nossa terra indígena”, disse Karijapane Wajãpi, de 20 anos, com a simplicidade de quem resume o que muitos relatórios tentariam explicar. 

Mas talvez a fala mais pesada venha de quem viu o antes.

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“Nós vivemos momentos muito difíceis... chegamos a pensar que essas escolas poderiam acabar. A gente não via uma luz no fim do túnel”, lembrou o professor Evilásio Ribas, que há décadas caminha entre a educação e a resistência. 

Agora, a luz não vem de promessa. Vem de telhado, de parede, de caderno aberto. Porque, no fim, escola em território indígena não é só obra entregue. É permanência garantida. É futuro que decide ficar.

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