Não tem jeito: chegou o verão amazônico, o risco de incêndios aumenta e as atenções se voltam para a prevenção. Para enfrentar esse desafio, o Governo do Estado deu início à Operação Amapá Verde, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBM). A ação começou na segunda quinzena de agosto e se estenderá até dezembro, período mais crítico da estiagem.
O foco é a prevenção e combate a incêndios florestais e crimes ambientais, com equipes mobilizadas em pontos estratégicos. Nesta primeira fase, 42 militares foram distribuídos em oito bases iniciais, cada uma contando com cinco militares e dois oficiais. Ao todo, a operação terá 12 ciclos de trabalho, com revezamento de equipes a cada 10 dias.

Bases estratégicas
As primeiras bases foram instaladas nos municípios de Jari, Mazagão, Ferreira Gomes, Pedra Branca, Tartarugalzinho, Amapá, Calçoene e Itaubal. A partir de setembro, o CBM ampliará o alcance, ativando novas bases em áreas críticas por histórico de queimadas: Maracá, Vitória do Jari, Porto Grande e Tartarugal Grande.
De acordo com os Bombeiros, os municípios que mais preocupam pela recorrência de incêndios são Tartarugalzinho, Amapá e Calçoene, sendo Tartarugalzinho o líder em ocorrências no ano passado.
Números preocupantes
Em 2024, o Amapá registrou cerca de 2.014 focos de incêndio, dos quais 579 foram atendidos diretamente pelas equipes da Amapá Verde. A maioria se concentrou entre agosto e dezembro, em áreas de cerrado e ao longo de rodovias federais, estaduais e ramais.
O CBM explica que as ações preventivas ganham destaque nos primeiros ciclos, quando o solo ainda está úmido e a vegetação verde. A estratégia é atuar antes que o período de estiagem mais severo intensifique as queimadas.
