Numa rápida análise ao Portal da Transparência da Prefeitura de Macapá é possível identificar a desvalorização por parte do prefeito Antônio Furlan com os artistas locais.
Na última semana foi publicada a lista de alguns artistas que se apresentaram em julho, no Macapá Verão, e que somente no final de outubro foram receber seus cachês. Valores considerados irrisórios, se comparados as atrações nacionais.
A MC Rainha, por exemplo, teve que esperar até outubro para receber os R$ 6 mil referentes ao seu cachê. O pagamento, que deveria ser imediato ou no máximo em poucos dias após a apresentação, só foi realizado após três meses e diversas cobranças.

Mas, quando se trata das atrações nacionais o tratamento dado pelo prefeito Furlan é bem diferente.O cachê do cantor Thiaguinho, por exemplo, que também se apresentou no Macapá Verão, foi R$ 700 mil. Detalhe: a metade desse valor foi pago quatro meses antes do show, em março, e a outra metade dois dias antes da apresentação.

A disparidade entre o tratamento dado aos artistas locais e nacionais é evidente. Enquanto os artistas amapaenses, que contribuem para a valorização da cultura local, enfrentam dificuldades para receber seus pagamentos, as grandes atrações nacionais são contempladas com valores milionários e pagamentos antecipados.
A situação expõe a falta de valorização da cultura local por parte da prefeitura de Macapá. Enquanto os artistas nacionais são vistos como produtos para atrair público e justificar gastos elevados, os artistas amapaenses são tratados como mão de obra barata e descartável.
A exemplo da MC Rainha, só agora o prefeito Furlan autorizou o pagamento das seguintes atrações:
- Junior Queiroz: R$ 1,500,00
- Alisson Jhonathan: R$ 6.000,00
- Felipe Peixoto: R$ 1.500,00
- Léo Águia: R$ 1.500,00
- Trupe do Pato: R$ 6.000,00
Detalhe: Esses pagamentos só começaram a ser efetuados após a cantora Suellen Braga denunciar a situação nas redes socias.
