A distância, no Amapá, muitas vezes decide entre o risco e a chance de sobrevivência. É nesse cenário que o serviço aeromédico tem ganhado força e encurtado o tempo de resposta em atendimentos de urgência e emergência em áreas de difícil acesso.
Com integração entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Grupamento Tático Aéreo (GTA), a estratégia do Governo do Amapá fechou 2025 com 141 ocorrências atendidas por aeronaves. Nos três primeiros meses de 2026, já foram registrados mais 16 atendimentos, mantendo em operação uma estrutura que vem se consolidando como peça-chave da rede estadual de saúde.
Atendimento rápido em áreas remotas do Amapá
O serviço permite que médicos e enfermeiros embarquem nas aeronaves e iniciem o atendimento ainda no local da ocorrência. O suporte continua durante todo o deslocamento até unidades de referência, o que amplia as chances de recuperação, sobretudo nos casos mais graves.
A distribuição dos atendimentos mostra o tamanho desse alcance. Em 2025, as maiores demandas vieram de Laranjal do Jari, com 50 ocorrências, Chaves, no Pará, com 35, e Afuá, também no Pará, com 24 registros. O serviço também foi acionado em Breves, Bailique, Amapá, Calçoene, Macapá, Porto Grande, Ferreira Gomes e Oiapoque.
Quais foram as principais ocorrências atendidas
O perfil dos atendimentos reforça o caráter estratégico da operação. A maior parte dos casos foi de natureza clínica, com 71 registros. Em seguida, aparecem as ocorrências por trauma, com 35 casos, e os atendimentos obstétricos, com 23. Também houve sete atendimentos pediátricos e cinco envolvendo adolescentes.
Nas regiões ribeirinhas, as demandas mais frequentes incluem acidentes com queda de açaizeiro, infarto agudo do miocárdio, mordeduras de animais silvestres e casos de ofidismo. Já nas rodovias e áreas urbanas, predominam os acidentes de trânsito, especialmente em trechos rodoviários e áreas de balneário.
Outro dado que chama atenção é o equilíbrio no perfil dos pacientes socorridos: 75 homens e 66 mulheres.
Serviço aeromédico do Samu e GTA fortalece a saúde no estado
Com aeronaves de asas fixas e rotativas, como aviões e helicópteros, o serviço atende tanto ocorrências primárias quanto transferências inter-hospitalares reguladas pela rede estadual de saúde.
De acordo com o diretor do Samu e médico do serviço aeromédico, Rogério Silva, a atuação tem sido decisiva para ampliar o acesso à assistência em um estado marcado por grandes distâncias e desafios logísticos.
“O serviço aeromédico encurta distâncias e garante que o atendimento especializado chegue com rapidez a locais onde o acesso é limitado. Com a equipe completa a bordo, conseguimos iniciar o suporte imediato e dar continuidade durante o transporte, aumentando as chances de recuperação dos pacientes, principalmente nos casos mais graves”, destacou.
Serviço segue em expansão no Amapá em 2026
A continuidade da operação em 2026 reforça que o serviço aeromédico deixou de ser apoio complementar para se tornar uma resposta estratégica da saúde pública no Amapá.
Com 16 atendimentos registrados entre janeiro e março deste ano, a estrutura segue garantindo assistência ágil e qualificada em todas as regiões do estado, inclusive onde o socorro terrestre levaria tempo demais.

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