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Domingo, 15 de Março 2026

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Projeto de lei no Amapá quer fones antirruído gratuitos para autistas em locais públicos

Iniciativa do deputado Rayfran Beirão visa garantir qualidade de vida a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que sofrem com hipersensibilidade auditiva em ambientes de uso comum.

Projeto de lei no Amapá quer fones antirruído gratuitos para autistas em locais públicos
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Um projeto de lei promissor tramita na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) com o objetivo de promover mais inclusão e bem-estar para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta obriga o poder público a fornecer gratuitamente fones antirruído em espaços públicos, buscando amenizar o desconforto causado pela sensibilidade auditiva, uma característica comum no TEA.

O Projeto de Lei nº 0090/2025, de autoria do deputado Rayfran Beirão (Solidariedade), foi apresentado na sessão ordinária do dia 7 na Alap. Em sua justificativa, o parlamentar ressalta que a finalidade principal da iniciativa é "garantir qualidade de vida às pessoas com TEA que apresentam sensibilidade auditiva".

O texto do projeto define o fone antirruído como um equipamento adequado e recomendado por profissionais de saúde competentes, essencial para auxiliar na qualidade de vida das pessoas com TEA. O objetivo é evitar que sejam submetidas a incômodos sensoriais intensos decorrentes da hipersensibilidade a sons. A lei considera espaços públicos todas as áreas de uso comum, criadas para a circulação e interação das pessoas na cidade.

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Em sua argumentação, o deputado Beirão enfatiza que a sensibilidade auditiva é uma condição presente na vida de muitas crianças, adolescentes e adultos com TEA. Ele esclarece que essa característica não implica em ouvir mais alto, mas sim em um incômodo significativo diante de ruídos, sons e barulhos que para outras pessoas podem passar despercebidos. Essa intolerância pode gerar estresse, irritação e, em alguns casos, até mesmo fobia. Não é incomum observar pessoas com TEA utilizando as mãos para bloquear a entrada de som nos ouvidos, demonstrando sua angústia e desconforto.

O deputado explica que sons cotidianos, como os de televisão, eletrodomésticos, automóveis e os diversos ruídos presentes em ambientes públicos, podem se tornar gatilhos de irritação e crises devido à hipersensibilidade auditiva no TEA. "Nessa linha, observa-se a necessidade dos fones antirruído como protetores auriculares, abafadores de ruídos, que são utilizados para reduzir drasticamente os sons, amenizando o incômodo causado pelo excesso de barulho", concluiu Rayfran Beirão, defendendo a importância da medida para a inclusão e o bem-estar da comunidade autista no Amapá.

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