O Ministério Público do Amapá recomendou a suspensão imediata do Processo Seletivo Simplificado nº 001/2026 da Secretaria Municipal de Educação de Macapá, após identificar possíveis irregularidades, especialmente relacionadas à 3ª convocação. A medida, publicada nesta sexta-feira (10), expõe mais um problema administrativo que atinge a estrutura da prefeitura mesmo após a renúncia do ex-prefeito Antônio Furlan, em 5 de março, um dia depois de ser alvo de operação da Polícia Federal.
Segundo a recomendação, a Promotoria de Defesa da Educação aponta “inconsistências administrativas relevantes” na condução do processo seletivo e determina a paralisação imediata até o saneamento das falhas. O documento também exige o envio de provas ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e à Promotoria do Patrimônio Público.
Suspensão imediata e contratação emergencial
O Ministério Público foi além da suspensão. A recomendação determina que a Secretaria Municipal de Educação adote providências urgentes para contratação emergencial de professores, justamente para evitar prejuízos ao ano letivo e garantir continuidade do serviço público educacional.
A medida revela um cenário preocupante: o processo que deveria reforçar a rede municipal acabou se tornando alvo de questionamentos e risco de paralisação, obrigando a administração a buscar soluções emergenciais.
Danos que atravessam a mudança de gestão
Embora Antônio Furlan tenha renunciado à Prefeitura de Macapá em 5 de março, após operação da Polícia Federal, os efeitos administrativos da sua gestão continuam sendo sentidos. Desta vez, o impacto atinge diretamente a educação municipal, área sensível que depende de planejamento e regularidade para evitar prejuízo aos alunos.
A recomendação do Ministério Público indica que o problema não é pontual. Ao determinar suspensão, contratação emergencial e envio de documentos para órgãos de controle, o MP sinaliza que as falhas podem ter reflexos administrativos e, eventualmente, jurídicos.
Alerta para a continuidade das aulas
O documento destaca que o direito à educação deve ser garantido de forma contínua e eficiente, sem interrupções que prejudiquem estudantes. Por isso, a Promotoria exige medidas imediatas para assegurar professores em sala e evitar impacto no calendário escolar.
A recomendação fixa ainda prazo de 10 dias para que a Secretaria comprove as providências adotadas. O caso agora passa a ser acompanhado pelo Ministério Público e pode ter novos desdobramentos conforme a apuração das irregularidades.

Comentários: