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Quarta-feira, 29 de Abril 2026
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Caso Caio Nery: réu ligado a facção é condenado a 22 anos

Vítima foi executada enquanto assistia a um jogo; investigação confirmou ação orquestrada de facção criminosa.

Caso Caio Nery: réu ligado a facção é condenado a 22 anos
Foto de Caio Nery dos Santos, vítima de homicídio julgado pelo Tribunal do Júri em Macapá.
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O Ministério Público do Amapá (MP-AP), por meio da Promotoria do Tribunal do Júri, obteve a condenação de Yuri Farias de Souza Alves a 22 anos, 11 meses e 21 dias de prisão em regime fechado.

O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (10), presidido pelo juiz Robson Timóteo Damasceno, com atuação do promotor Júlio Luiz de Medeiros Alves Lima Kuhlmann.

O crime aconteceu em janeiro de 2020, em uma praça esportiva no bairro Zerão, em Macapá, onde a vítima Caio Nery dos Santos foi surpreendida com tiros enquanto assistia a uma partida de futebol.

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Como ocorreu o homicídio de Caio Nery no Zerão?

Segundo o processo, Caio foi atingido por disparos de arma de fogo na região da nuca ao tentar fugir dos atiradores. O ataque ocorreu em via pública, em local movimentado, durante um jogo de futebol.

O caso tramitava desde 2021, reunindo provas técnicas, análise de telefonia e laudos periciais que ajudaram a reconstruir a dinâmica do crime.

Quais foram as provas que levaram à condenação?

O MP apresentou o que chamou de “tríplice convergência de provas”, envolvendo:

  • Rastreamento de ERBs(antenas de telefonia)
  • Geolocalizaçãodo celular do réu
  • Laudos e perícias da Politec
  • Testemunhaspresenciais
  • Quebra de álibi
  • Rompimento da tornozeleira eletrônicano dia do crime

O promotor destacou que o celular do réu foi captado no Jardim Marco Zero às 19h57, próximo ao local do homicídio, e no bairro Muca às 21h14, rota compatível com fuga.

Essas informações contradisseram totalmente a versão apresentada pela defesa.

Além disso, relatórios confirmaram que o réu rompeu a tornozeleira eletrônica exatamente no dia do crime, reforçando o planejamento.

Qual a ligação com organização criminosa?

Durante o julgamento, o MP também demonstrou que o homicídio tinha relação com organização criminosa armada. Segundo as investigações:

  • O crime não teve motivação pessoal
  • Havia padrão de execução semelhante a outros casos
  • Integrantes de facções foram identificados em etapas do caso
  • O celular e o chip da vítima foram parar nas mãos de terceiros

O promotor ressaltou que o crime foi ordenado e executado com planejamento, vigilância e fuga coordenada.

Ao anunciar a condenação, o juiz Robson Timóteo Damasceno afirmou que o crime foi cometido com premeditação e frieza, ressaltando. “A conduta do réu merece maior censurabilidade, uma vez que o crime foi praticado com planejamento prévio, utilizando motocicleta para monitorar a vítima".

De Bubuia

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