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Segunda-feira, 27 de Abril 2026

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Operação Gabarito atinge gestores e apura fraude em concurso de Mazagão

Gaeco cumpriu nove mandados após suspeita de fraude no certame da Prefeitura; gestores municipais estão entre os investigados.

Operação Gabarito atinge gestores e apura fraude em concurso de Mazagão
A investigação começou após troca de informações com a Superintendência da Polícia Federal no Amapá. Fotos: MP
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O Ministério Público do Amapá deflagrou, no fim da tarde deste domingo (26), a Operação Gabarito para investigar uma suposta fraude no concurso público da Prefeitura de Mazagão. A ação foi conduzida pelo Gaeco-AP, Núcleo de Investigação do MP-AP e Gabinete Militar da instituição, com apoio do Bope e da Polícia Militar.

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Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, entre um na casa da secretária municipal de Administração de Mazagão, Ana Dalva.

Gabarito teria sido vendido por até R$ 30 mil

Segundo as apurações iniciais, o esquema teria envolvido a venda de gabaritos das provas para todos os cargos do certame. Os valores, conforme o MP-AP, variavam de R$ 10 mil a R$ 30 mil, dependendo do cargo pretendido.

A investigação começou após troca de informações com a Superintendência da Polícia Federal no Amapá. Diligências apontaram que diversos indivíduos, incluindo gestores da Prefeitura de Mazagão, teriam se organizado para fraudar o concurso realizado durante a manhã e a tarde de domingo.

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Celulares e anotações foram apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam aparelhos celulares e anotações que, segundo o Ministério Público, reforçam a tese investigativa.

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As investigações continuam para confirmar a participação de cada envolvido, a divisão de funções no suposto esquema e os valores obtidos com a prática criminosa.

Suspeitos podem pegar mais de nove anos de prisão

Caso os crimes sejam comprovados, os investigados poderão responder por associação criminosa e por comprometer a credibilidade do concurso público. As penas podem ultrapassar nove anos de reclusão.

“A Operação Gabarito evidencia a atuação integrada das instituições de persecução penal no enfrentamento à criminalidade organizada e reafirma o compromisso do MP-AP com a defesa da ordem jurídica, da transparência administrativa e da igualdade de oportunidades”, afirmou a promotora de Justiça e coordenadora do Gaeco, Andréa.

O concurso será anulado?

Com o avanço das investigações, o concurso público de Mazagão pode até ser anulado, mas essa decisão depende da comprovação de que a fraude comprometeu a lisura do certame. Caso fique demonstrado que houve venda de gabarito e impacto direto no resultado, a Justiça ou a própria Prefeitura poderá determinar a anulação total ou parcial do processo. Até o momento, no entanto, o concurso segue apenas sob investigação, sem decisão oficial sobre cancelamento. Guedes.

Prefeitura ainda não se manifestou

Até o momento a Prefeitura de Mazagão ainda não se manifestou sobre o caso.

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