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Terça-feira, 21 de Abril 2026

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Empresário “Marujo” é preso acusado de chacina que matou oito garimpeiros

Com prisão de José Edno “Marujo”, todos os acusados pela chacina do Vale do Jari estão detidos, mas as investigações continuam. Vítimas foram brutalmente assassinadas e lançadas no rio.

Empresário “Marujo” é preso acusado de chacina que matou oito garimpeiros
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O empresário amapaense José Edno Alves de Oliveira, de 46 anos, conhecido como “Marujo”, foi preso na noite de sábado (16) em Samambaia, Brasília. A captura foi resultado de uma operação integrada entre a Polícia Civil do Amapá, Polícia Civil de Goiás e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. MAIS INFORMAÇÕES AQUI

José Edno já estava com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça e era considerado um dos principais suspeitos de envolvimento na chacina que matou oito garimpeiros no Vale do Jari, região de fronteira entre os estados do Amapá e Pará.

Segundo as investigações, o crime teria sido motivado por disputas no garimpo ilegal e ocorreu de forma brutal. As vítimas foram executadas, mutiladas e lançadas no Rio Jari em duplas, numa tentativa calculada de dificultar a identificação e o resgate dos corpos.

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Todos os suspeitos estão presos

Com a captura de “Marujo”, todos os nove investigados pela chacina estão sob custódia. O grupo inclui:

  • SGT PM Douglas Vital Carvalho, admitido em 2010, com 15 anos de serviço;
  • SD PM Matheus Cardoso de Souza, admitido em dezembro de 2023.
  • SD PM José Paulo Pinheiro da Silva Júnior, admitido em agosto de 2021;
  • SD PM Iago Jardim Fonseca, admitido em dezembro de 2023;
  • SD PM Emerson Freitas dos Passos, admitido em agosto de 2021.
  • Franck Alves do Nascimento (guarda civil de Laranjal do Jari)
  • Benedito Rodrigues Nascimento (garimpeiro)

O delegado-geral Cezar Augusto Vieira destacou que as provas reunidas até o momento são “robustas e indicam participação ativa dos acusados”, mas que as investigações continuam para descobrir se há outros envolvidos.

Linha do tempo da chacina no Vale do Jari

  • 31 de julho (quarta-feira)– Quatro homens partem de Macapá e Calçoene para negociar garimpo em Laranjal do Jari.
  • 1º de agosto (quinta-feira)– Grupo segue ao garimpo do Ipitinga, acompanhado por dois conhecidos.
  • 2 de agosto (sexta-feira)– Permanecem na Serra do Catitu até domingo.
  • 4 de agosto (segunda-feira)– Durante viagem de retorno, contato com familiares é perdido após 14h20.
  • 6 de agosto (quarta-feira)– Familiares registram desaparecimento; caminhonetes do grupo são encontradas incendiadas no porto do Itapeuara.
  • 7 de agosto (quinta-feira)– Seis corpos são encontrados em área de mata; polícia intensifica buscas. Nome de “Marujo” começa a circular em redes sociais.
  • 8 de agosto (sexta-feira)– Mais dois corpos são localizados; um sobrevivente é resgatado pelo Grupo Tático Aéreo (GTA).
  • 9 de agosto (sábado)– “Marujo” divulga nota pública negando envolvimento e diz estar à disposição da Justiça.
  • 12 de agosto (terça-feira)– Polícia Civil do Amapá detalha investigação e anuncia prisão de sete suspeitos.
  • 16 de agosto (sábado)– “Marujo” é preso em Brasília; polícia confirma que todos os acusados estão sob custódia.

De Bubuia

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