Enquanto atrações nacionais milionárias como Pedro Sampaio (R$ 350 mil), É o Tchan (R$ 350 mil) e Simone Mendes (R$ 900 mil), Henry Freitas (R$ 500 mil), Ferrugem (R$ 270 mil), Thiaguinho (R$ 700 mil), Barões da Pisadinha (R$ 700 mil), Patati Patata (R$ 160 mil) embolsam cerca de R$ 4 milhões em cachês antes de pisarem no palco, pagos pela Prefeitura de Macapá, os artistas locais vivem com pires nas mãos.
Para quem é de fora é dado um tratamento vip já para os artistas de Macapá a situação é bem diferente. No início de outubro, a cantora Suellen Braga, referência da noite amapaense, perdeu a paciência com o descaso do prefeito Furlan com os artistas locais e foi às redes sociais expor o calote sistemático nos artistas locais.
Ela é apenas um exemplo de inúmeros artistas que por medo de represália não tem a mesma coragem de denunciar.
Sempre vai sair
Segundo os artistas, a desculpa dada pela presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), Luara Albuquerque, é de quem sempre vai ser pago no mês seguinte e assim os cantores vão sendo enrolados.
Medo de represálias
Em meio à frustração, muitos artistas preferem manter o anonimato por medo de represálias. Eles temem que, se cobrarem publicamente seus direitos, sejam excluídos de futuras apresentações e oportunidades na cidade.
Um histórico de descaso
O descaso com os artistas locais parece ser um padrão na gestão do Prefeito Antônio Furlan. Desde o início do mandato, ele vem priorizando atrações nacionais em detrimento dos talentos da terra, repetindo a velha prática da "política do pão e circo".
