A jornalista e servidora pública Kelly Tork usou suas redes sociais para fazer um alerta sobre um golpe sofisticado que simula audiências de liberação de alvarás judiciais. O caso, ocorrido em Macapá, chama a atenção pelo nível de detalhamento das informações usadas pelos golpistas, incluindo número do processo, dados pessoais e até documentos com timbres falsos da justiça.
Como o golpe do falso advogado funciona no Amapá
De acordo com o relato, Kelly recebeu mensagens de um suposto advogado com quem tinha um processo real em andamento. O golpista apresentou petições e alvarás aparentemente verdadeiros e alegou que uma audiência de liberação seria realizada por WhatsApp.
Durante a falsa audiência, o criminoso se passou por um servidor do setor de liberação de alvarás e orientou a vítima a acessar o aplicativo bancário para validar um suposto pagamento.
“Ele era cortês, a linguagem era técnica e convincente. Tudo parecia legítimo”, relatou Kelly.
O golpista pediu que ela criasse um link de recebimento com o valor da causa e, em seguida, tentou induzi-la a fazer uma transferência simulada usando um código falso com o brasão do Superior Tribunal de Justiça.
Como a vítima percebeu o golpe
Ao notar que o destinatário da transação era uma pessoa física, Kelly interrompeu o procedimento. Ela entrou em contato com o verdadeiro advogado, que confirmou que outros clientes haviam sido alvo da mesma fraude, indicando um possível vazamento de documentos judiciais.
“Ele dizia que estava em Brasília, no ‘Supremo Tribunal do STJ’, o que não existe. Foi quando percebi o golpe”, relatou a jornalista.
Como evitar cair em golpes de falsos advogados
A Defensoria Pública e a OAB-AP orientam a população a:
- Sempre confirmar a identidade do advogado por telefone fixo ou presencialmente;
- Evitar enviar documentos, senhas ou links por aplicativos de mensagem;
- Desconfiar de supostos servidores da Justiça que marcam audiências por WhatsApp;
- Denunciar qualquer tentativa à polícia ou ao canal gov.br/seguranca.
Casos semelhantes têm sido registrados em todo o país, e o alerta de Kelly Tork serve como exemplo de como a confiança e o excesso de detalhes podem tornar a fraude mais convincente
