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Quarta-feira, 11 de Março 2026

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Execução no Congós: acusado é condenado a 27 anos de prisão

Éder Gonzaga de Souza atraiu a vítima para uma emboscada com 11 tiros e foi condenado após julgamento no Tribunal do Júri.

Execução no Congós: acusado é condenado a 27 anos de prisão
Éder de Souza foi capturado pela Polícia Civil do Amapá durante a Operação Harpia. Foto: Olho de Boto/SN
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O Ministério Público do Amapá (MP-AP) garantiu, nesta semana, a condenação de Éder Gonzaga de Souza pelo homicídio de Sérgio Costa dos Santos, morto em 2021 após emboscada com 11 tiros no bairro Congós.

Segundo a denúncia da 1ª Promotoria do Tribunal do Júri, Éder Gonzaga de Souza, o “Carioca”, atraiu Sérgio por ligações telefônicas, simulando uma negociação ligada ao tráfico de drogas.

Ao chegar ao local combinado, a vítima foi surpreendida e executada sem chance de defesa. A investigação apontou premeditação e participação de outros envolvidos.

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Durante o julgamento, o MP-AP apresentou um conjunto robusto de evidências, incluindo:

  • extrações de dados telefônicos
  • imagens de câmeras de segurança
  • depoimentos de policiais civis
  • testemunhas próximas à vítima

A acusação demonstrou que Éder atuou como articulador da ação criminosa, contribuindo para toda a dinâmica do homicídio.

Interrogado, o réu negou participação, mas a versão não afastou o conjunto probatório. O Conselho de Sentença acatou integralmente as teses de materialidade, autoria e qualificadora.

A pena foi fixada em 27 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado. O juiz determinou execução imediata da sentença, conforme entendimento do STF (Tema 1.068).

Antes da condenação, Éder Gonzaga de Souza foi capturado pela Polícia Civil do Amapá durante a Operação Harpia, ocorrida em setembro deste ano. A ação que mirou mais de 100 alvos ligados a crimes graves como homicídio, latrocínio, feminicídio e estupro de vulnerável.

Ele possuía três mandados de prisão, um deles válido até 2051, decorrente de uma sentença anterior de 16 anos por crime contra a vida. Condenado a cumprir pena no regime semiaberto, acabou preso novamente pelo Núcleo de Capturas enquanto aguardava decisão da Justiça.

De Bubuia

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