A família de Felipe de Souza Gonçalves, 28 anos, entrou em contato, nesta terça-feira (2), com o Portal De Bubuia após tomar conhecimento da morte do jovem em um garimpo ilegal no Suriname. Parentes de Vigia (PA), de onde o rapaz era natural, pedem justiça e querem detalhes sobre as circunstâncias do crime: quem matou, por que matou e se haverá responsabilização.
Felipe vivia há oito anos longe da família, sozinho em Oiapoque (AP). A notícia de sua morte chegou de forma cruel: um áudio de WhatsApp, divulgado no último sábado (30), relatava sua morte e pedia que alguém levasse a notícia à família.
Depois, um vídeo mostrou Felipe deitado em uma rede, transformada em caixão improvisado, em meio a cânticos religiosos. Sem polícia, sem registro formal, o corpo foi sepultado às pressas no local.
“Levaram um pedaço de mim”, disse a irmã mais velha, Rafaela, resumindo a dor da mãe, Daniele Cristina Cardoso de Souza, 52 anos, e dos dez irmãos, sete deles mulheres.
Descrito como “uma pessoa do bem”, Felipe agora simboliza o drama de tantos que buscam sustento em garimpos ilegais e acabam vítimas da violência que impera em territórios sem lei. Para a família, restam perguntas que ecoam mais alto do que respostas oficiais.
.📌 Quem era Felipe de Souza Gonçalves
- Idade: 28 anos
- Naturalidade: Vigia (PA)
- Tempo longe da família: 8 anos
- Local onde vivia: Oiapoque (AP), sozinho
- Família: 10 irmãos, sendo 7 mulheres; mãe Daniele Cristina, 52 anos
- Como a família soube da morte: pelas redes sociais
- Situação: morto em garimpo ilegal no Suriname, em circunstâncias ainda não esclarecidas
- O que a família cobra: saber quem matou, por que matou e se haverá justiça
