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Quarta-feira, 11 de Março 2026

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Fim da fuga: Polícia prende "Sapatona", acusada de mandar matar missionário

Maria Soares Cardoso, de 22 anos, se apresentou à Polícia Civil em Macapá. Ela é a quarta pessoa envolvida no assassinato de Márcio Souza da Silva, motivado por dívida de drogas e atuação religiosa da vítima.

Fim da fuga: Polícia prende
Michel da Silva foi preso em maio. Ana Maria que estava foragida decidiu se entregar
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A Polícia Civil do Amapá deu mais um passo decisivo na elucidação do assassinato do missionário evangélico Márcio Souza da Silva, ocorrido em 22 de outubro de 2024, no bairro Mica, zona sul de Macapá. Nesta segunda-feira (16), Ana Maria Soares Cardoso, de 22 anos, conhecida como "Sapatona", se apresentou no Núcleo de Captura da Polícia Civil, acompanhada de seu advogado, e foi presa. Ela é a quarta pessoa envolvida e apontada como uma das mandantes do crime.

De acordo com o delegado Bernardo Carrano, a polícia havia divulgado a foto de Maria e de Michel da Silva Cardoso, de 32 anos, conhecido como "Cheiroso", em fevereiro deste ano, na tentativa de localizá-los. "Cheiroso" já havia sido detido em 21 de maio, na cidade de Breves, no Pará. Segundo as investigações, a dupla ordenou que jovens executassem Márcio, que era amplamente conhecido por seu trabalho de evangelização em comunidades vulneráveis.

Dívida de droga e ameaça de morte: o motivo da execução

O delegado Leonardo Leite, titular da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (DECCP), detalhou que a investigação começou com a prisão em flagrante de um dos executores no dia seguinte ao crime. Em depoimento, o detido revelou que devia R$ 350,00 a uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e que, sob ameaça de morte, foi coagido a matar a vítima. Ele também confessou ter recebido a arma de fogo de um menor de idade, apreendido em 1º de novembro.

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As apurações indicam que o armamento veio de um dos mandantes. “O menor confirmou que recebeu ordens de um dos mandantes para entregar a arma ao executor. Esse mandante seria o responsável por uma boca de fumo, onde também atuava Maria Soares Cardoso, suspeita de envolvimento direto no tráfico da região”, explicou o delegado.

A atuação religiosa que incomodou traficantes

A motivação do homicídio, conforme relatos do irmão de Márcio Souza, estaria diretamente ligada à sua atuação religiosa. O missionário, que fazia parte da mesma igreja de seu irmão, passava diariamente por uma área de ponte dominada por traficantes a caminho da faculdade. Nessas ocasiões, Márcio costumava abordar jovens envolvidos com uso e venda de drogas, oferecendo conselhos para que mudassem de vida.

“Essas abordagens constantes passaram a desagradar os traficantes. A vítima chegou a ser ameaçada, mas afirmou que, caso fosse agredida, acionaria a polícia. No dia seguinte a essa fala, a Polícia Militar realizou uma ação na área, e os criminosos passaram a acreditar que a denúncia teria partido do missionário”, esclareceu o delegado.

Inicialmente tratado como latrocínio, o caso foi rapidamente reclassificado como homicídio após as primeiras horas de investigação. As autoridades concluíram que Márcio foi morto por "revolta" do grupo criminoso. Com a prisão de Maria Soares Cardoso, todos os mandantes conhecidos estão agora sob custódia da Justiça.

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