A Justiça do Amapá decidiu, nesta quarta-feira (13), manter as prisões preventivas dos cinco policiais militares, um guarda municipal e um garimpeiro acusados de envolvimento na chacina que vitimou oito garimpeiros na divisa entre Amapá e Pará.
Na audiência de custódia realizada na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Laranjal do Jari, a juíza Luciana Camargo fundamentou sua decisão considerando a “gravidade concreta dos crimes”, o “clima de terror” instaurado na região e o risco de que os acusados - servidores públicos com porte de arma e treinamento -, em liberdade, possam cometer novas infrações ou influenciar as investigações.
Conforme apurado, os policiais acusados ficaram hospedados no mesmo hotel em Laranjal do Jari e teriam atuado sob comando do sargento Douglas Vital Carvalho Costa, também preso. Eles foram identificados por testemunhas, fotos e pelo sobrevivente resgatado pelo Grupo Tático Aéreo (GTA).
Além dos homicídios, a investigação apura os crimes de ocultação de cadáver e fraude processual. As motivações estariam ligadas a disputas pela exploração de ouro no Vale do Jari. As vítimas, vindas de Macapá, teriam sido confundidas com autores de um assalto e executadas sumariamente.
Todos, exceto o garimpeiro, seguem custodiados no Centro de Custódia do Zerão e aguardam novas decisões judiciais. Os policias presos são:
- SGT PM Douglas Vital Carvalho, admitido em 2010, com 15 anos de serviço;
- SD PM Matheus Cardoso de Souza, admitido em dezembro de 2023.
- SD PM José Paulo Pinheiro da Silva Júnior, admitido em agosto de 2021;
- SD PM Iago Jardim Fonseca, admitido em dezembro de 2023;
- SD PM Emerson Freitas dos Passos, admitido em agosto de 2021.
