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Terça-feira, 21 de Abril 2026

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Marujo nega envolvimento em chacina no Vale do Jari e diz estar à disposição da Justiça

Sem ter sido citado oficialmente por autoridades, empresário divulgou nota após seu nome circular nas redes como suposto mandante do crime que deixou oito mortos.

Marujo nega envolvimento em chacina no Vale do Jari e diz estar à disposição da Justiça
Marujo nega qualquer envolvimento com o crime e afirma que está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
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O empresário José Edno, conhecido como Marujo, divulgou nota de esclarecimento neste sábado (9) negando qualquer envolvimento na chacina que vitimou oito garimpeiros na região do Vale do Jari, na divisa entre Amapá e Pará.

Embora seu nome não tenha sido citado oficialmente por nenhuma autoridade, Marujo afirmou que decidiu se manifestar depois que começou a ser apontado, em postagens nas redes sociais e comentários na cidade de Laranjal do Jari, como o suposto mandante da ação.

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Na nota, ele diz estar “profundamente abalado” com as acusações e reafirma que é trabalhador e pai de família. Marujo relata que houve, de fato, uma invasão criminosa em seu garimpo e que homens armados informaram aos trabalhadores no local que iriam atrás dele e de seus familiares. Por conta disso, sustenta, deixou Laranjal do Jari “às pressas” para preservar a própria vida.

“Confio em Deus, confio na verdade, e confio que tudo virá à tona”, afirmou o empresário no comunicado, em que também expressa solidariedade às famílias das vítimas e pede que os verdadeiros culpados sejam responsabilizados.

Marujo também enfatizou que não estava presente na ocasião dos fatos e que só soube do ocorrido por telefone. Segundo ele, qualquer acusação feita sem provas constitui crime de calúnia e será tratada na forma da lei.

Linha do tempo da chacina no Vale do Jari

  • 31 de julho (quarta-feira)– Quatro homens saem de Macapá e Calçoene com destino a Laranjal do Jari para negociar um garimpo.
  • 1º de agosto (quinta-feira)– Grupo parte do porto do Itapeuara rumo ao garimpo do Ipitinga, acompanhado de Luciclei e Paulo da Silva Santos.
  • 2 de agosto (sábado)– Todos seguem para a Serra do Catitu, onde permanecem até domingo.
  • 4 de agosto (segunda-feira)– Retornam ao garimpo do Ipitinga.
  • 5 de agosto (terça-feira)– Por volta das 14h20, iniciam viagem de volta, informando familiares que dariam carona a Elilson Pereira de Aquino; contato é perdido em seguida.
  • 6 de agosto (quarta-feira)– Familiares registram desaparecimento; duas caminhonetes do grupo são encontradas incendiadas no porto do Itapeuara.
  • 7 de agosto (quinta-feira)– Moradores encontram seis corpos em área de mata; força-tarefa da Polícia Civil intensifica buscas. Nome de Marujo começa a circular nas redes como suposto mandante.
  • 8 de agosto (sexta-feira)– Mais dois corpos são localizados; um sobrevivente é resgatado pelo Grupo Tático Aéreo (GTA).
  • 9 de agosto (sábado)– Marujo divulga nota pública negando qualquer participação e afirmando estar à disposição da Justiça.

De Bubuia

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