O governador Clécio Luís lançou oficialmente, nesta quarta-feira (9), o Ciclo do Marabaixo 2025, reafirmando o compromisso de sua gestão com a maior manifestação cultural do Amapá.
Durante o evento, o governador enfatizou que o apoio e a valorização do Marabaixo são encarados como um direito da população, e anunciou um investimento de R$ 2,5 milhões para a programação deste ano, que homenageia o centenário de Benedita Guilherma Ramos, a saudosa Tia Biló, matriarca do Marabaixo do Laguinho.
"É o terceiro ano consecutivo de investimentos do Governo, cada vez maior e ouvindo os festeiros. Esse ano 7 barracões de Macapá e da Zona Rural vão fazer festa, recebendo esses recursos e com mais 11 atividades fazendo a transversalidade das ações. O Ciclo do Marabaixo existe para nunca esquecermos de quem somos, da nossa história e do que vamos fazer no futuro. Temos uma política cultural que alcança todos os segmentos, e precisamos preservar e proteger aquilo que é nosso. Não é favor, é um direito. O nosso Marabaixo está vivo e pulsante”, declarou enfaticamente o governador Clécio Luís.

O investimento total de R$ 2,5 milhões é resultado de recursos do Tesouro Estadual e de uma emenda parlamentar destinada pelo senador Randolfe Rodrigues, demonstrando o apoio de diferentes esferas governamentais à cultura amapaense. O lançamento ocorreu no Barracão do Mestre Pavão, no bairro Laguinho, um local emblemático para a manifestação cultural, e contou com a presença de festeiros coordenadores e membros de diversos grupos culturais.
Maykon Magalhães, representante do senador Randolfe Rodrigues, reforçou o compromisso com a cultura local. “Nosso compromisso é com o Marabaixo, com a cultura do Amapá. O senador é um apaixonado pela nossa cultura e pela nossa história. Do que depender de nós, o Governo e a cultura do Amapá podem contar conosco para as parcerias que fortaleçam a nossa ancestralidade. A cultura salva vidas, fortalece a economia e registra a história”, afirmou.
O Ciclo do Marabaixo 2025 terá início no "Sábado de Aleluia", dia 19 de abril, e se estenderá até o “Domingo do Senhor”, em 22 de junho. A programação será realizada em sete tradicionais barracões de Macapá: Associação Raimundo Ladislau, Associação Zeca e Bibi Costa, Santíssima Trindade da Casa Grande, União Folclórica de Campina Grande, Berço do Marabaixo, Marabaixo do Pavão e Raízes da Favela Dica Congó.

Gerson Ramos, festeiro do Marabaixo do Pavão, celebrou o apoio do governo. “Estamos colhendo frutos de uma luta antiga. O reconhecimento é fundamental. Esse apoio do Governo nos ajuda a realizar a festa, gera empregos e movimenta a economia”, comemorou.
Pelo terceiro ano consecutivo, a Central do Ciclo do Marabaixo será um ponto de encontro e divulgação da festa. Instalada no Centro de Cultura Negra, no Laguinho, o espaço abrirá suas portas como vitrine das atividades dos grupos nos barracões, com eventos especiais programados para a sexta-feira (11) e o sábado (12), incluindo shows de Verônica dos Tambores (AP) e Dona Onete (PA).
A programação do Ciclo do Marabaixo 2025, organizada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e pela Fundação Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Fundação Marabaixo), também incluirá dois eventos esportivos (uma corrida e um passeio ciclístico), a primeira edição do projeto digital “Marabaixando entre Versos e Ladrões”, o projeto itinerante “Marabaixando pelo Amapá Inteiro”, o lançamento de uma revista com 2 mil exemplares, um documentário através do projeto “Pretas do Marabaixo", e um edital de credenciamento das festas tradicionais de marabaixo, ampliando ainda mais o alcance e a valorização desta rica manifestação cultural amapaense.
