Nove meses. Esse é o tempo que artistas gospel afirmam estar esperando para receber pelos serviços prestados no Macapá Verão 2025. Um prazo que ultrapassa qualquer justificativa administrativa e expõe um cenário de descaso com a cultura durante a gestão do ex-prefeito Antônio Furlan.
A denúncia ganhou força após a divulgação de uma nota de repúdio, na qual a categoria cobra o pagamento dos cachês e denuncia o não cumprimento de acordos firmados com a Fundação Municipal de Cultura (Fumcult).
Artistas dizem que cumpriram contratos e seguem sem resposta
De acordo com os artistas, todas as exigências previstas em edital foram cumpridas, incluindo documentação e prestação dos serviços. Ainda assim, o pagamento não foi efetuado até hoje.
O caso chama atenção porque envolve profissionais locais que participaram de um evento promovido pela própria prefeitura, mas que agora enfrentam meses de incerteza para receber pelo trabalho já realizado.
Falhas administrativas marcam gestão cultural anterior
O ex-presidente da Fumcult, Caetano Bentes, afirmou que a estrutura administrativa da fundação apresentava problemas e que processos não estavam devidamente organizados, o que teria contribuído para os atrasos.
Mesmo com essa justificativa, o tempo de espera relatado pelos artistas levanta questionamentos sobre a condução da política cultural no período.
A ausência de pagamentos dentro do prazo previsto reforça críticas sobre falta de planejamento, controle e prioridade na área cultural durante a gestão.
Pressão aumenta e caso vira símbolo de abandono
A situação já ultrapassou o campo administrativo e passou a simbolizar, para muitos artistas, um cenário de desvalorização da cultura local.
Mais do que o dinheiro, o que está em jogo é o reconhecimento de quem movimenta eventos, gera renda e mantém viva a produção cultural da cidade.
Cultura fica no fim da fila
Enquanto contratos deixam de ser cumpridos e profissionais aguardam por meses, cresce a percepção de que a cultura foi tratada como prioridade secundária.
O atraso de nove meses não é apenas um número. É o retrato de uma gestão que, na avaliação dos próprios artistas, falhou em garantir o básico: pagar por um serviço já executado.

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