Uma situação de descaso e revolta toma conta do Residencial Macapaba, em Macapá. Enquanto crianças da escolinha de futebol do Instituto Léo Moura são obrigadas a treinar em um campo improvisado de chão batido, a arena poliesportiva do bairro, em perfeitas condições, permanece fechada por decisão da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel).
Mães e a coordenação do projeto "Passaporte para a Vitória" expressam profunda indignação. Segundo eles, foi feito um pedido formal para uso da arena, que foi negado pela Semel sob a alegação de que o espaço estaria sendo utilizado pela secretaria de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. No entanto, vídeos e relatos de moradores mostram que a arena fica ociosa na maior parte do tempo.
"Não interessa se foi o governo, se foi a prefeitura que fez, é da comunidade, as crianças têm o direito. Essas crianças que estão aqui, são o futuro", desabafou um morador.
Emerson Pimentel, coordenador do núcleo do Instituto Léo Moura no Macapaba, reforça o apelo. Ele formalizou o pedido para que as mais de 300 crianças atendidas pelo Instituto pudessem utilizar o espaço. "As nossas crianças, elas estão sendo penalizadas por uma decisão política. Crianças em vulnerabilidade social. Pedimos que o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, reveja essa decisão da secretaria", apelou Pimentel.
A comunidade clama por uma revisão dessa postura, que impede centenas de crianças de terem acesso a um local adequado para a prática esportiva, crucial para o desenvolvimento e a inclusão social.
