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Segunda-feira, 23 de Março 2026

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Documentos desmontam versão de moradores sobre reintegração no Aturiá

Entrevistas apontam falta de aviso, mas registros indicam avaliações, propostas e recusas no processo judicial.

Documentos desmontam versão de moradores sobre reintegração no Aturiá
Moradores alegaram falta de aviso, mas documentos mostram avaliações, propostas e recusas registradas no processo.
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A reintegração de posse realizada nesta segunda-feira (16), na Orla do Aturiá, em Macapá, gerou controvérsia após moradores alegarem falta de aviso. Documentos do processo, porém, mostram avaliações, propostas e recusas, contrariando a versão divulgada.

O objetivo era desinformar

As declarações foram divulgadas por blogues alinhados ao ex-prefeito Antônio Furlan e rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais. Nos relatos, os moradores José Raimundo Manfredo e Valdelice Alves Pereira afirmaram que não teriam sido notificados nem contemplados nas etapas do processo.

A narrativa passou a sustentar a ideia de que a reintegração teria ocorrido sem diálogo ou sem alternativas oferecidas.

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No entanto, ao cruzar as falas com os documentos do processo, o cenário apresentado é outro: há registros de atendimentos, avaliações e propostas feitas diretamente aos próprios moradores.

Diante das contradições, surgem indícios de que os entrevistados possam ter sido induzidos a relatar uma versão incompleta ou distorcida dos fatos, ampliando a repercussão nas redes.

Documentos mostram avaliações, propostas e recusas formais

No caso de Valdelice Alves Pereira, os registros indicam que ela foi atendida em diferentes momentos e teve acesso aos laudos de avaliação do imóvel.

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Os valores passaram por atualizações sucessivas, partindo de R$ 87 mil e chegando a R$ 135 mil, já com previsão de depósito judicial. Mesmo assim, a proposta não foi aceita.

Há ainda registro de que a moradora teve a opção de ser contemplada com unidade no Residencial Vila dos Oliveiras, mas recusou. Segundo os autos, ela teria solicitado R$ 400 mil para considerar a negociação.

Já em relação a José Raimundo Manfredo, os documentos apontam que o imóvel foi avaliado desde 2023, com atualizações que chegaram ao valor de R$ 64 mil para depósito judicial.

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Os registros também indicam que o morador não compareceu aos atendimentos e não aceitou nenhuma das tratativas propostas, mesmo após chamadas públicas.
Além disso, ele teria direito a dois apartamentos no Residencial Vila dos Oliveiras, em razão de coabitação no imóvel, mas também recusou a alternativa.

Reintegração atingiu 14 imóveis e seguiu decisão judicial

A ação desta segunda-feira atingiu 14 casas e uma igreja. No caso da instituição religiosa, houve acordo prévio, com definição de nova área e indenização para reconstrução do templo.

A medida integra um processo mais amplo conduzido ao longo dos últimos anos para reorganização da área.

Ao todo, 512 famílias foram contempladas com apartamentos no Residencial Vila dos Oliveiras, entregue em 2024. Outras receberam auxílio aluguel durante o período de transição.

Além disso, 72 famílias optaram por indenização financeira, com pagamentos realizados após negociações baseadas em critérios técnicos.

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