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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

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Em Vitória do Jari: réu condenado a 17 anos por morte brutal motivada por R$ 2,00

Os autos do processo revelam a crueldade do crime. Naldo foi violentamente agredido com pedradas, pauladas e chutes após se recusar a entregar R$ 2,00 ao réu.

Em Vitória do Jari: réu condenado a 17 anos por morte brutal motivada por R$ 2,00
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A Promotoria de Justiça de Vitória do Jari obteve a condenação de Robson Pinheiro Araújo a 17 anos e 3 meses de reclusão, em regime fechado, pelo homicídio qualificado de Rosinaldo Machado Trindade, conhecido como "Naldo". O julgamento, que ocorreu na quinta-feira (27), trouxe um alívio para a família da vítima e reforçou a mensagem de que a vida humana tem valor inestimável, mesmo diante de uma motivação tão insignificante.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, o promotor de justiça Danilo de Freitas Martins apresentou provas robustas que comprovaram a autoria e a materialidade do crime, além das qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

A argumentação da acusação sensibilizou o Conselho de Sentença, que acolheu integralmente a tese do Ministério Público. O promotor Danilo enfatizou a brutalidade do crime, praticado por uma quantia irrisória de apenas R$ 2,00, e a dor irreparável infligida à família de Naldo, que deixou três filhos, sendo a mais nova com apenas cinco anos de idade.

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“Não se trata apenas da morte de um homem, mas da destruição de uma família, da dor de uma esposa, de filhos órfãos e de uma comunidade chocada com tamanha violência. O papel do Ministério Público é dar voz a essa dor e buscar, no tribunal, a resposta que a sociedade espera”, declarou o promotor durante os debates, evidenciando o valor da vida que foi ceifada por um motivo tão banal.

Os autos do processo revelam a crueldade do crime. Naldo foi violentamente agredido com pedradas, pauladas e chutes após se recusar a entregar R$ 2,00 ao réu. Mesmo ferido, ele tentou registrar um boletim de ocorrência, mas foi novamente atacado por Robson, que o derrubou e pressionou seu rosto contra uma poça de lama, agravando seus ferimentos. A vítima não resistiu e faleceu dias depois na UTI.

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) fundamentou sua acusação em laudos periciais, depoimentos de testemunhas e documentos oficiais, demonstrando o elo entre a agressão e a morte de Naldo. O promotor Danilo também ressaltou a importância de considerar as consequências do crime para a família da vítima, um fator que justificou o aumento da pena-base, conforme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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