No extremo norte do Brasil, em Clevelândia do Norte, distrito de Oiapoque, estudantes da Escola Estadual Duque de Caxias iniciaram o segundo semestre com uma revolução em sala de aula: um laboratório de robótica equipado com impressora 3D. O espaço, que une inovação tecnológica ao ensino pedagógico, nasceu após a escola ser premiada com R$ 100 mil na Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef) 2024, em Brasília.
A iniciativa é apoiada pelo Governo do Amapá, que vê no investimento em tecnologia educacional uma forma de reduzir desigualdades e ampliar oportunidades. Segundo a gestão estadual, investir em educação é garantir futuro, especialmente em regiões remotas como o Oiapoque, onde a escola se transforma em ponte para o mundo digital.
O diretor da escola, Aldo Pantoja, conta que o laboratório começou a funcionar há duas semanas, atendendo cerca de 50 estudantes do ensino fundamental e médio, no contraturno das aulas. “Nossos estudantes já estão criando robôs, carrinho, roda gigante, elevador, chapéu mexicano, tudo com os kits de robótica e também utilizando a impressora 3D. O interesse deles pela tecnologia nos motiva e mostra que estamos no caminho certo”, destacou.
Além da robótica, o espaço conta com jogos de educação financeira, reforçando o aprendizado que levou a escola a ser premiada. Agora, a meta é formar equipes para competições de ciência e tecnologia dentro e fora do estado, ampliando horizontes para jovens que antes não tinham acesso a esse tipo de recurso.
O projeto marca um passo importante para a educação pública no Amapá: unir infraestrutura moderna, capacitação de professores e inovação pedagógica para preparar os alunos para os desafios do futuro.
