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Sexta-feira, 13 de Fevereiro 2026

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Furlan nomeia ouvidor que divide com ele inquérito da PF por compra de votos

Gleison aparece em fotos com o promotor João Paulo de Oliveira Furlan, irmão do prefeito Antônio Furlan, ambos citados no inquérito.

Furlan nomeia ouvidor que divide com ele inquérito da PF por compra de votos
Gleison como ouvidor em 2025 e foto dele com o promotor João Paulo Furlan é de 2015, mostrando que a relação é antiga
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Investigado pela Polícia Federal no mesmo inquérito que apura suspeitas de compra de votos envolvendo o prefeito Antônio Furlan, Gleison Fonseca da Silva ocupa desde janeiro de 2025 o cargo de ouvidor-geral da Prefeitura de Macapá. A nomeação consta no Portal da Transparência do município.

O caso levanta questionamentos institucionais porque a Ouvidoria-Geral é responsável por receber e apurar denúncias contra agentes políticos e a própria administração municipal, inclusive o chefe do Executivo.

Ou seja, o ocupante do cargo estratégico de controle e escuta social é investigado no mesmo inquérito que envolve o chefe do Executivo, a quem a Ouvidoria, em tese, deveria fiscalizar no interesse da sociedade.

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Investigação eleitoral que envolve o prefeito

O Inquérito Policial nº 2020.0125807, em tramitação na Justiça Eleitoral, apura suspeitas de irregularidades nas eleições municipais de 2020.

Segundo a investigação da Polícia Federal, mensagens analisadas indicariam tratativas de compra de votos, com distribuição de cestas básicas e combustível.

O procedimento envolve Gleison Fonseca da Silva, conhecido como Coló, o promotor João Paulo de Oliveira Furlan afastado cautelarmente pelo CNMP - e o prefeito Antônio Furlan, então candidato.

João Paulo Furlan e Gleison
A relação entre Gleison Fonseca e o promotor João Paulo não é recente. Em 27 de dezembro de 2015, Gleison publicou em redes sociais uma foto ao lado do promotor, evidenciando uma proximidade que antecede em vários anos o período eleitoral investigado pela Polícia Federal.

Apreensão de dinheiro e material de campanha

No fim de 2020, Gleison foi abordado por agentes da Polícia Federal durante o período eleitoral. Na ocasião, foram apreendidos:

·        R$ 1,2 mil em espécie

·        Um aparelho celular

·        Santinhos de campanha do prefeito

O conteúdo do telefone foi analisado posteriormente, com autorização judicial, e passou a integrar o conjunto probatório do inquérito.

Vínculo declarado com o Ministério Público

Além da investigação eleitoral, Gleison Fonseca declarou em redes sociais que teria trabalhado no Ministério Público do Amapá. A informação, no entanto, não foi confirmada pela reportagem em registros administrativos oficiais.

Caso esse vínculo seja formalmente comprovado, o episódio pode ganhar repercussões administrativas, já que servidores do MP estão submetidos a deveres de neutralidade e vedação à atuação político-partidária.

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