Investigado pela Polícia Federal no mesmo inquérito que apura suspeitas de compra de votos envolvendo o prefeito Antônio Furlan, Gleison Fonseca da Silva ocupa desde janeiro de 2025 o cargo de ouvidor-geral da Prefeitura de Macapá. A nomeação consta no Portal da Transparência do município.
O caso levanta questionamentos institucionais porque a Ouvidoria-Geral é responsável por receber e apurar denúncias contra agentes políticos e a própria administração municipal, inclusive o chefe do Executivo.
Ou seja, o ocupante do cargo estratégico de controle e escuta social é investigado no mesmo inquérito que envolve o chefe do Executivo, a quem a Ouvidoria, em tese, deveria fiscalizar no interesse da sociedade.
O Inquérito Policial nº 2020.0125807, em tramitação na Justiça Eleitoral, apura suspeitas de irregularidades nas eleições municipais de 2020.
Segundo a investigação da Polícia Federal, mensagens analisadas indicariam tratativas de compra de votos, com distribuição de cestas básicas e combustível.
O procedimento envolve Gleison Fonseca da Silva, conhecido como Coló, o promotor João Paulo de Oliveira Furlan afastado cautelarmente pelo CNMP - e o prefeito Antônio Furlan, então candidato.
A relação entre Gleison Fonseca e o promotor João Paulo não é recente. Em 27 de dezembro de 2015, Gleison publicou em redes sociais uma foto ao lado do promotor, evidenciando uma proximidade que antecede em vários anos o período eleitoral investigado pela Polícia Federal.
Apreensão de dinheiro e material de campanha
No fim de 2020, Gleison foi abordado por agentes da Polícia Federal durante o período eleitoral. Na ocasião, foram apreendidos:
· R$ 1,2 mil em espécie
· Um aparelho celular
· Santinhos de campanha do prefeito
O conteúdo do telefone foi analisado posteriormente, com autorização judicial, e passou a integrar o conjunto probatório do inquérito.
Vínculo declarado com o Ministério Público
Além da investigação eleitoral, Gleison Fonseca declarou em redes sociais que teria trabalhado no Ministério Público do Amapá. A informação, no entanto, não foi confirmada pela reportagem em registros administrativos oficiais.
Caso esse vínculo seja formalmente comprovado, o episódio pode ganhar repercussões administrativas, já que servidores do MP estão submetidos a deveres de neutralidade e vedação à atuação político-partidária.
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