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Quinta-feira, 30 de Abril 2026
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Furto e receptação de celular leva à prisão de dois homens em Calçoene

“Fiquei muito feliz quando me chamaram para buscar”, relatou a vítima, emocionada, ao receber o bem de volta na delegacia; receptador confessou ter pago R$ 50 pelo objeto.

Furto e receptação de celular leva à prisão de dois homens em Calçoene
Idosa de 78 anos segura celular recuperado pela Polícia Civil em Calçoene. Foto: PC
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Ela segurou o celular com as duas mãos, como quem reconhece algo que faz parte da própria rotina. Aos 78 anos, a moradora de Calçoene não queria apenas um objeto de volta. Queria o que vinha com ele: as fotos, os contatos, a voz dos familiares.

Na última segunda-feira (2), após perícia, inteligência e rastreio, a Polícia Civil do Amapá devolveu o aparelho furtado da casa da idosa na manhã do dia 24. Dois homens foram presos: um de 19 anos, acusado de furto, e outro de 31, acusado de receptação.

O que aconteceu

Segundo a Delegacia de Polícia de Calçoene, o furto ocorreu por volta das 9h, quando o neto da vítima teria invadido a residência e subtraído o aparelho celular.

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Após a denúncia, a equipe iniciou diligências e localizou o suspeito na área conhecida como “beiradão”, nas proximidades de um posto de gasolina. Durante a abordagem, ele informou que havia deixado o celular em um ponto conhecido como “biqueira”, com outro homem.

Os policiais se deslocaram até o endereço indicado. O segundo suspeito, de 31 anos, admitiu ter pago R$ 50,00 pelo aparelho. Ele negou que o objeto tivesse sido trocado por entorpecentes.

O furto

O delegado responsável pelo caso explicou que comprar produto furtado também é crime. “Quem adquire objeto de origem ilícita responde por receptação. A pena pode chegar a quatro anos de reclusão. Não existe compra inocente quando o valor está muito abaixo do mercado”, afirmou.

Durante os procedimentos na delegacia, foi constatado que o homem acusado de receptação apresentou nome falso. A equipe de inteligência identificou sua verdadeira identidade e verificou que ele já responde a processos por tráfico de drogas, contrabando e roubo no município de Bragança, no Pará. Agora, passa a responder também por receptação e falsa identidade.

Um celular pode parecer apenas um bem material. Mas para quem tem 78 anos, ele é ligação com o mundo. É ferramenta de conversa com filhos, netos, médicos. É memória guardada na galeria.

A devolução ocorreu na segunda-feira (2), após os procedimentos técnicos necessários para confirmar a propriedade do aparelho.

“Fiquei muito feliz quando me chamaram para buscar”, relatou a vítima, emocionada, ao receber o bem de volta na delegacia.

Casos como esse são recorrentes em municípios do interior e na própria capital. A Polícia Civil reforça que a prática da receptação alimenta o ciclo do furto.

Quando alguém paga R$ 50 por um celular que vale muito mais, ajuda a manter o mercado clandestino ativo. A conta não fecha apenas no bolso. Fecha na rotina de quem perde o que é seu.

Em Calçoene, desta vez, o objeto voltou para casa. E voltou inteiro.

De Bubuia

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