O feminicídio registrado em Santana no dia 1º de janeiro, que vitimou Rivone Santos, não é um episódio isolado. O autor do crime, Delson Júnior Cardoso Carvalho, de 46 anos, conhecido como Sóia, carrega um histórico de violência extrema, com prisão anterior por homicídio e antecedentes por tráfico de drogas, antes de voltar a matar, desta vez, a própria esposa.
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Passado criminal
Conforme registros da Polícia Civil do Amapá, Delson Júnior Cardoso Carvalho possui três passagens anteriores pela polícia, sendo duas por homicídio e uma por tráfico de drogas. Ele foi preso pelo homicídio ocorrido em 20 de janeiro de 2005, quando Marcos Urias Góes foi morto no Bar do Baía, na área portuária de Santana, crime que à época causou grande repercussão. Após cumprir pena, Delson voltou a conviver em sociedade. Além disso, responde por tráfico de drogas, crime previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), com mandado de prisão preventiva expedido em 2016, segundo documentos oficiais.
O crime atual
Na noite de 1º de janeiro de 2026, por volta das 21h, Rivone Santos foi assassinada a facadas dentro de casa, no bairro Hospitalidade, em Santana. O crime é tratado como o primeiro feminicídio de 2026 no Amapá.
Rivone deixa três filhos, agora marcados por uma tragédia irreparável.
Autor cometeu o crime e fugiu
Com base em denúncias repassadas pela população, o autor foi localizado e preso por uma equipe da Polícia Civil por volta da meia-noite, na região da Baixada do Ambrósio.
Investigação
Delson Júnior permanece preso e à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve detalhar os próximos passos do inquérito.
Violência recorrente no relacionamento
Segundo a polícia, Rivone conviveu com o agressor por 19 anos, em um relacionamento marcado por violência física e psicológica, principalmente em momentos de embriaguez. Testemunhas relataram ciúmes constantes, inclusive desconfiança em relação a familiares da vítima.
Segundo a Polícia Civil do Amapá, a vítima mantinha união estável com o agressor há cerca de 19 anos e o casal tinha três filhos, duas meninas de 6 e 17 anos e um menino de 12 anos. No dia do crime, a mulher teria saído para um passeio com os filhos, o que teria despertado ciúmes e raiva no companheiro, que passou a procurá-la. À noite, ao tentar se esconder na residência da mãe do autor, no bairro Hospitalidade, ela foi localizada, discutiu com o agressor e acabou sendo assassinada a facadas, na presença da filha de 17 anos.
