O servidor do Ministério Público do Amapá, Gleidson Pereira Ramos, é considerado foragido da Justiça após ter a prisão preventiva decretada por crimes sexuais. Ele não se apresentou à polícia no prazo combinado e agora é procurado oficialmente.
Motorista da Promotoria de Justiça de Santana desde janeiro de 2016, Gleidson ingressou no órgão por meio de concurso público realizado em 2012. O número de vítimas identificadas na investigação subiu para 11 mulheres.
Prisão decretada e não cumprida
A prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Civil com base em depoimentos, provas documentais e elementos técnicos reunidos durante o inquérito.
Houve acordo prévio para que o servidor se apresentasse à delegada Katiuscia Pinheiro, da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Santana, acompanhado de advogado. O comparecimento não ocorreu.
Com o mandado em aberto, ele passou a ser considerado foragido.
Crimes investigados
A investigação apura:
• assédio sexual
• importunação sexual
• estupro
As vítimas têm entre 25 e 36 anos e, segundo a polícia, eram colegas de trabalho ou subordinadas a ele no ambiente institucional.
Nova vítima amplia investigação
Nesta quinta-feira (12), a Deam confirmou o surgimento da 11ª vítima. caso amplia o número de denúncias inicialmente registradas, que eram 10.
Histórico no serviço público
Gleidson tomou posse no Ministério Público em 20 de janeiro de 2016.
Ele exercia a função de motorista na Promotoria de Justiça de Santana.
Medidas adotadas pelo MP
O procurador-geral do Ministério Público do Amapá determinou:
• afastamento imediato do servidor
• abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD)
O procedimento pode resultar em demissão.

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