A entrega do licenciamento ambiental à Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros do Lourenço (Coogal), neste domingo (26), em Calçoene, inaugura uma nova fase para a atividade mineral no Amapá. O documento regulariza a atuação de aproximadamente 700 cooperados e reposiciona o garimpo local dentro de um modelo formal, com efeitos diretos sobre emprego, renda e arrecadação.
“Essa licença garante segurança jurídica para os garimpeiros trabalharem e respeito ao meio ambiente. Estamos provando que o desenvolvimento sustentável se faz assim, com diálogo e legalidade”, afirmou o governador Clécio Luís durante a cerimônia.
O que muda na prática para a economia do Lourenço
A formalização da Coogal reduz riscos operacionais e amplia a previsibilidade da atividade, dois fatores centrais para dinamizar a economia mineral. Com o licenciamento, a cooperativa passa a operar sob parâmetros legais claros, o que pode facilitar acesso a crédito, investimentos e inserção em cadeias produtivas mais estruturadas.
Além disso, a regularização tende a reduzir a informalidade e melhorar a rastreabilidade da produção de ouro, ponto sensível para o setor em todo o país. Na prática, isso pode fortalecer a comercialização legal do minério e aumentar a circulação de renda na região.
Regras ambientais e custo de conformidade
O licenciamento também impõe exigências técnicas e ambientais. Segundo a Secretaria de Meio Ambiente (Sema), a autorização está condicionada ao cumprimento de critérios como controle de impactos e recuperação de áreas degradadas.
“Este documento atesta que a cooperativa cumpre os critérios técnicos de sustentabilidade, com foco no controle de impactos e na recuperação de áreas degradadas”, disse a secretária Taísa Mendonça.
Esse novo cenário introduz custos de conformidade, mas, por outro lado, reduz passivos legais e amplia a estabilidade da atividade no médio e longo prazo.
Formalização e renda para cerca de 700 famílias
Para os cooperados, o licenciamento representa a transição de um modelo marcado por incertezas para uma estrutura com respaldo institucional. A expectativa é de maior estabilidade de renda e possibilidade de planejamento econômico.
“Esse licenciamento é a vitória da nossa união. Agora, temos o respaldo para mostrar que o Lourenço sabe fazer mineração com responsabilidade”, afirmou o presidente da Coogal, Orlenir Ribeiro.
Impacto regional e perspectiva de crescimento
O distrito do Lourenço, historicamente associado à produção de ouro, ganha protagonismo em um contexto de legalização da atividade. A formalização pode impulsionar a economia local ao fortalecer cadeias indiretas, como comércio, serviços e logística.
“Com o licenciamento garantido, o Lourenço produz com responsabilidade ambiental, gerando renda e mantendo nossas famílias com um trabalho reconhecido”, destacou o vereador Wesley da Silva.
Sinalização para o setor mineral no estado
A medida também funciona como sinalização regulatória para o setor mineral no Amapá. Ao formalizar uma cooperativa com grande número de trabalhadores, o governo indica uma estratégia de integração do garimpo à economia formal, combinando produção, controle ambiental e geração de renda.
A cerimônia contou com a presença do vice-governador Teles Júnior, do deputado estadual Júnior Favacho e do prefeito de Calçoene, Toinho Garimpeiro, além de representantes da comunidade local.
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