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Terça-feira, 21 de Abril 2026

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Museu Kuahí: um reencontro com a alma indígena do Amapá

“Hoje não se abre apenas a porta de um museu. Se abre a alma do nosso povo”, destacou o presidente do Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque (CCPIO), Edmilson.

Museu Kuahí: um reencontro com a alma indígena do Amapá
Fotos: Max René
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Era sábado e na pequena Oiapoque, onde o Brasil começa e termina, um reencontro com a ancestralidade. O Museu Kuahí reabriu as portas, mas não apenas como museu. Reabriu como altar, como ato de justiça histórica, como o respiro longo de um povo que resistiu ao silêncio e agora canta, dança e ensina.

O presidente do Conselho dos Caciques dos Povos Indígenas de Oiapoque (CCPIO), Edmilson não discursou como político. Falou como guardião. Com o peso sereno de quem conhece o valor do que foi conquistado e do que quase foi perdido pelo esquecimento.

“Hoje não se abre apenas a porta de um museu. Se abre a alma do nosso povo”, disse ele, diante de autoridades, indígenas e não indígenas.

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O Museu Kuahí, reformado e requalificado pelo Governo do Estado, não é apenas um prédio. É um corpo vivo, alimentado por memórias, cantos e arte. Foi entregue no sábado com festa, rituais e a solenidade que cabe a quem restitui dignidade a um povo inteiro.

Edmilson viu o museu fechado por anos. Viu a cultura ameaçada, as peças cobertas de pó e a história silenciada. Mas também viu o retorno e mais que isso: viu o museu ser devolvido aos verdadeiros donos. “O Kuahí é a casa dos indígenas para todos”, disse, com a força de quem fala por muitos.

O governador Clécio Luís enalteceu o novo Museu Kuahí como "um marco para a história, de respeito aos nossos ancestrais e, principalmente, ao povo indígena de Oiapoque, do Amapá". Ele destacou que o museu é um "local de qualidade, requalificado, informatizado, que vai mostrar a grande história de riquezas culturais e tradição, também para o mundo".

Tudo, absolutamente tudo, foi pensado com os pés no chão  do presente e os olhos voltados para o futuro. Jovens indígenas, treinados no Museu Emílio Goeldi, no Pará, agora são os protagonistas. Bibliotecas, salas de oficinas, redário, loja de artesanato e maloca dividem o mesmo teto com a sabedoria dos antigos, sem perder a conexão com o mundo digital: as peças estão acessíveis na plataforma Tainacan.

Serviço:
Museu Kuahí dos Povos Indígenas do Oiapoque
📍 Avenida Barão do Rio Branco, 160, Centro, Oiapoque
🕘 Terça a domingo, das 9h às 17h

De Bubuia

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