“Qualquer desvio de conduta não será admitido no seio da Polícia Militar.” A afirmação é do major Alex Sandro, diretor de Comunicação da PM do Amapá, feita após a prisão de um soldado de 23 anos acusado de assaltar um pequeno comércio na zona rural de Macapá. A corporação vai abrir, já na segunda-feira (15), procedimento interno e o militar pode ser desligado da instituição.
O soldado Gilvan Endryl Seixas Barros foi preso em flagrante na noite de sexta-feira (12), no Distrito do Abacate da Pedreira. Segundo a Polícia Militar, ele e um comparsa roubaram apenas R$ 39 em dinheiro, uma caixa de chocolate e outros itens de um minibox local.
A prisão ocorreu após denúncia recebida pela Patrulha Tática Móvel (Patamo). O carro dos suspeitos, um Ônix vermelho, foi interceptado na rodovia AP-70. No interior do veículo estavam Endryl, fardado e com o nome coberto por fita isolante, e Alan Alves Lobato, vestido com roupa camuflada. As vítimas reconheceram a dupla no local da abordagem.
Com eles foram apreendidos um fuzil da PM, colete balístico, balaclava, drogas e os objetos levados do comércio. O caso chocou pela desproporção entre a estabilidade da carreira militar e o baixo valor do crime.
Lotado no 12º Batalhão em Oiapoque, Endryl havia ingressado na corporação em dezembro de 2023 e já era monitorado pelo setor de inteligência por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Agora, ele permanece à disposição da Justiça e da Corregedoria, que deve instaurar processo para sua possível exclusão das fileiras da PM.
“Foi uma ação rápida, com diligências imediatas após a denúncia. A própria corporação agiu para prender o militar e mostrar que não compactua com desvios”, reforçou o major Alex Sandro.
