A Polícia Civil do Amapá, por meio da DRACO, apresentou nesta quarta-feira (29) os resultados da Operação Renorcrim 4, ofensiva nacional coordenada pelo Ministério da Justiça.
O foco foi direto: enfraquecer o crime organizado pelo bolso.
No estado, foram R$ 5.302.476,18 em ativos bloqueados e apreendidos, atingindo estruturas de lavagem de dinheiro e patrimônio ilícito.
Quais foram os principais números da operação?
A ofensiva reuniu uma série de medidas simultâneas:
- R$ 516 mil bloqueados via SISBAJUD
- R$ 850 mil indisponibilizados pela CNIB
- 18 veículos apreendidos, avaliados em cerca de R$ 1,1 milhão
- 74 veículos bloqueados, somando R$ 2,7 milhões
- 74 mandados de busca e apreensão cumpridos
- 71 mandados de prisão preventiva executados
Os números colocam o Amapá como destaque nacional na operação.
Por que o Amapá liderou os bloqueios no país?
Mesmo sendo uma ação integrada, a atuação da DRACO/AP teve protagonismo.
O monitoramento financeiro identificou ramificações criminosas em cinco estados: Amapá, Amazonas, Pará, Ceará e São Paulo.
O Amapá liderou os valores bloqueados via SISBAJUD, mostrando eficiência no rastreamento de ativos.
Estratégia: atingir o dinheiro, não só os criminosos
Segundo o delegado Estefano Santos, titular da DRACO, a lógica da operação vai além das prisões.
“O foco da DRACO/AP não é apenas a prisão de indivíduos, mas o esvaziamento patrimonial das facções. Retirar o capital dessas organizações é a forma mais eficaz de impedir o financiamento de novas atividades ilícitas”.
A estratégia segue uma tendência nacional: atacar o fluxo financeiro para enfraquecer as organizações.
O que muda com a Operação Renorcrim 4?
A operação consolida um novo padrão de combate ao crime organizado na região Norte, com integração entre estados e uso intensivo de inteligência.
Na prática, o impacto vai além dos números:
menos dinheiro circulando nas facções significa menos capacidade de financiar crimes.
