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Terça-feira, 21 de Abril 2026

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Polícia Civil do Amapá esclarece chacina no Vale do Jari

Coletiva detalha prisão de policiais e suspeitos; investigação aponta que vítimas foram assassinadas por engano e que mais prisões devem ocorrer nesta semana.

Polícia Civil do Amapá esclarece chacina no Vale do Jari
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Na coletiva realizada nesta terça-feira (12), a Polícia Civil do Amapá apresentou detalhes sobre a rápida elucidação da chacina que resultou na morte de oito garimpeiros na divisa entre Pará e Amapá, ocorrido no dia 4. A investigação, que corre desde os primeiros dias após o crime, resultou na prisão preventiva de sete suspeitos, entre eles cinco policiais militares do Amapá, um guarda municipal de Laranjal do Jari e um garimpeiro.

O delegado geral da Polícia Civil, Cezar Augusto Vieira, explicou que o crime aconteceu no lado paraense, às margens do Rio Jari, mas foi assumido pela polícia do Amapá devido à proximidade da região e porque vítimas e suspeitos residem no estado.

“As provas contra os sete presos são robustas e indicam participação ativa de todos no crime. Eles serão ouvidos em breve e seguimos investigando a possível participação de outros envolvidos”, afirmou o delegado.

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Durante a coletiva, o delegado também desmentiu informações sobre um sobrevivente, esclarecendo que o homem não estava presente no momento da chacina, tendo ficado em um garimpo antes do ocorrido.

O crime, segundo as investigações, foi um engano. As vítimas foram confundidas com outros criminosos ligados a um roubo em um garimpo região. Os corpos foram encontrados no rio, jogados em duplas e em locais diferentes para dificultar a identificação.

Entre os presos estão policiais militares que já tiveram suas carreiras interrompidas por conta das acusações graves. São eles:

  • SGT PM Douglas Vital Carvalho, admitido em 2010, com 15 anos de serviço;
  • SD PM Matheus Cardoso de Souza, admitido em dezembro de 2023.
  • SD PM José Paulo Pinheiro da Silva Júnior, admitido em agosto de 2021;
  • SD PM Iago Jardim Fonseca, admitido em dezembro de 2023;
  • SD PM Emerson Freitas dos Passos, admitido em agosto de 2021.

Esses policiais, que outrora tinham a missão de proteger a população, agora respondem por uma das ações mais brutais já investigadas na região. Com a prisão preventiva, suas carreiras na Polícia Militar estão praticamente encerradas, e devem responder judicialmente pelos crimes cometidos.

O delegado Cezar destacou que ainda não há confirmação sobre valores recebidos pelos policiais para cometerem o crime, mas ressaltou que o foco agora é desvendar toda a trama e responsabilizar todos os envolvidos. “Não vamos deixar ninguém de fora”, garantiu.

A rápida resposta da Polícia Civil do Amapá, em parceria com as forças do Pará, foi fundamental para garantir a prisão dos suspeitos e preservar as provas. Uma nova etapa da investigação deve ser divulgada nos próximos dias.

O delegado evitou confirmar ou negar a participação do empresário José Edno, conhecido como Marujo, apontado nas redes sociais como possível mandante da chacina. “Estamos levantando todas as informações e outras prisões podem ocorrer conforme avançam as investigações”, disse Cezar, que reforçou o compromisso da polícia em esclarecer todos os detalhes do crime.

Linha do tempo da chacina no Vale do Jari

31 de julho (quarta-feira)– Quatro homens saem de Macapá e Calçoene com destino a Laranjal do Jari para negociar um garimpo.

1º de agosto (quinta-feira)– Grupo parte do porto do Itapeuara rumo ao garimpo do Ipitinga, acompanhado de Luciclei e Paulo da Silva Santos.

2 de agosto (sábado)– Todos seguem para a Serra do Catitu, onde permanecem até domingo.

4 de agosto (segunda-feira)– Retornam ao garimpo do Ipitinga. Por volta das 14h20, iniciam viagem de volta, informando familiares que dariam carona a Elilson Pereira de Aquino; contato é perdido em seguida.

6 de agosto (quarta-feira)– Familiares registram desaparecimento; duas caminhonetes do grupo são encontradas incendiadas no porto do Itapeuara.

7 de agosto (quinta-feira)– Moradores encontram seis corpos em área de mata; força-tarefa da Polícia Civil intensifica buscas. Nome de Marujo começa a circular nas redes como suposto mandante.

8 de agosto (sexta-feira)– Mais dois corpos são localizados; um sobrevivente é resgatado pelo Grupo Tático Aéreo (GTA).

9 de agosto (sábado)– Marujo divulga nota pública negando qualquer participação e afirmando estar à disposição da Justiça.

12 de agosto (terça)– Sete suspeitos são presos.

De Bubuia

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