De Mazagão ao Oiapoque, passando por Vitória do Jari e Pracuúba, a Polícia Civil do Amapá transformou a semana em uma verdadeira maratona de conscientização. No âmbito da Operação Shamar, iniciativa nacional voltada ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas, agentes, delegados e parceiros multiplicaram mensagens de prevenção, respeito e cidadania nas salas de aula.
A mobilização integra o Agosto Lilás e o Programa Viva Mulher Amapá, reforçando a importância da denúncia e a necessidade de interromper o ciclo de violência que ainda aprisiona tantas vítimas. E, em cada município, a estratégia foi adaptada à realidade local, sem perder o foco: aproximar a polícia da comunidade e mostrar que proteção é dever de todos.

Em Mazagão, o delegado José Victor Souto e os agentes Barbosa e Brasil levaram ao auditório da Escola Estadual Dom Pedro I discussões sobre a Lei Maria da Penha, bullying, racismo, crime organizado e até os caminhos para ingresso na carreira policial. O resultado? A receptividade foi tamanha que a direção já pediu novas palestras.
No Oiapoque, estudantes do 5º ao 9º ano da Escola Joaquim Caetano da Silva ouviram, em linguagem ajustada à idade, sobre respeito como base para relações saudáveis e os canais seguros de denúncia. “Combater a violência é responsabilidade de todos”, reforçou a equipe.
Já na Escola Estadual Mineko Hayashida, em Laranjal do Jari, as agentes Mairta, Priscila e o agente Teles, da Delegacia de Combate à Violência Contra a Mulher, falaram diretamente às alunas do ensino médio sobre direitos, rede de apoio e igualdade de gênero. “Educação e conscientização são ferramentas essenciais para promover respeito”, destacou Teles.
Em Pracuúba, o delegado Patrick Tietre e a agente Jamily Lau reuniram a comunidade escolar da Ernesto Rocha para discutir a Lei Maria da Penha, os tipos de violência previstos em lei e a importância de uma rede de apoio forte para acolher as vítimas.

No extremo Sul, Vitória do Jari recebeu uma ação integrada. A Polícia Civil, junto à Polícia Militar, CREAS e Secretaria de Assistência Social, marcou presença com palestras que, além de reforçar a campanha Agosto Lilás, celebraram o aniversário da Lei Maria da Penha. “É compromisso com a proteção das mulheres e a punição rigorosa de quem comete crimes”, pontuou o delegado Juliano Uzueli.
De norte a sul, a Operação Shamar mostrou que segurança pública também se constrói com diálogo, informação e proximidade. Entre cartazes lilases, perguntas curiosas e olhares atentos, a mensagem foi clara: violência contra a mulher não é problema privado, é crime e denunciar salva vidas.
