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Domingo, 15 de Março 2026

Notícias/Saúde

Após denunciar falta de remédio, mãe atípica é atacada por aliados de Furlan

Mulher afirma que teve imagens pessoais expostas por portal alinhado ao prefeito para desqualificar denúncias.

Após denunciar falta de remédio, mãe atípica é atacada por aliados de Furlan
Amanda foi em várias unidades da prefeitura de Macapá, mas o medicamente estava em falta.
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Após denunciar a falta de risperidona nas Unidades Básicas de Saúde da Prefeitura de Macapá, uma mãe atípica passou a ser alvo de ataques nas redes sociais atribuídos a militância digital ligada ao prefeito Antônio Furlan.

O relato foi feita por Amanda, mãe de uma criança do Transtorno do Aspecto Autista. Em áudio divulgado nas redes, ela relata que percorreu diversos pontos de distribuição do medicamento na capital e não encontrou o remédio disponível. Segundo informações repassadas a ela nas unidades, a risperidona estaria em falta há mais de um mês, sem previsão de reposição.

“Três crianças autistas já estão há dois meses sem o medicamento. Não tem previsão de chegar”, afirma Amanda no relato.

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Ela também critica o que chama de uso político da causa autista, destacando que a realidade enfrentada pelas famílias é diferente do discurso institucional. “Nós mães atípicas não terceirizamos a nossa maternidade”, diz, ao cobrar empatia, respeito e responsabilidade do poder público municipal.

A mãe informou ainda que pretende acionar o Ministério Público para formalizar denúncia, não apenas em nome dos próprios filhos, mas de outras famílias que, segundo ela, enfrentam a mesma situação. No áudio, ela incentiva outras mães a cobrarem seus direitos e a não se manterem em silêncio diante da falta de assistência.

Para que serve

A risperidona é considerada medicamento essencial no acompanhamento de parte das pessoas com TEA, especialmente para controle de irritabilidade, impulsividade e crises comportamentais. Famílias relatam que a interrupção do uso contínuo pode provocar regressões, aumento de crises e dificuldades de permanência em sala de aula, além de impactos na rotina doméstica. Sem o fornecimento na rede pública, muitos responsáveis afirmam não ter condições financeiras de manter a compra regular na rede privada.

Após a repercussão da denúncia, Amanda passou a ser atacada em redes sociais. Um dos episódios envolveu publicações do portal Bambam News, alinhado politicamente à gestão municipal.

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O responsável pelo site utilizou imagens de Inteligência Artificial para questionar sua postura e tentar desqualificar a denúncia. As publicações foram classificadas por apoiadores da mãe como tentativa de descredibilização e exposição indevida.

Até o momento, a Prefeitura de Macapá não havia se manifestado oficialmente sobre o desabastecimento da risperidona nem sobre os ataques virtuais direcionados à denunciante. O espaço segue aberto para posicionamento da gestão municipal.

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