Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes Comunitários de Endemias (ACE) de Macapá expressaram sua profunda indignação na manhã desta sexta-feira (30) ao ocuparem a Secretaria Municipal de Gestão. O motivo da revolta é o não cumprimento do reajuste salarial prometido, que deveria ter sido aplicado já neste mês com o pagamento dos retroativos.
Os servidores, sentindo-se enganados pela gestão municipal, exigem uma folha de pagamento complementar e refutam a desculpa de "erro", alegando que a falha foi proposital.
Promessa não cumprida e suspeita de manobra
Os servidores relatam que, em 14 de maio, a tabela de progressão foi corrigida na Câmara Municipal de Macapá. Em assembleia ocorrida no dia 6 de maio ficou acordado que todos os concursados de 2018 seriam enquadrados no nível A V, e os servidores de 2007, no nível B II, com o pagamento já em maio e os retroativos. No entanto, apenas quem tinha decisão judicial para ir para o nível C I teve seu direito cumprido.
Os profissionais acreditam que a falha não é um mero engano, mas sim uma manobra da prefeitura para evitar o pagamento da incidência do 13º salário e dos retroativos, especialmente dos concursados de 2018, que representam a maior despesa. A primeira parcela do 13º está prevista para 10 de junho. "Eles não cumpriram o que prometeram. E o nosso salário veio do mesmo jeito, impactando em retroativos", desabafou um dos agentes durante a manifestação.
A resposta da Secretaria de Gestão foi que houve um erro e que a correção seria feita no próximo mês.
Uma justificativa não aceita pelos ACS e ACE. "Nós não queremos essa resposta, nós queremos, já que houve um erro, que ele seja corrigido e que seja gerada uma nova folha ao banco", afirmaram os servidores, destacando que se há dinheiro para "contratar shows nacionais, tem que ter dinheiro para pagar o que é direito dos trabalhadores". Para eles, o adiamento do pagamento para o próximo mês é uma manobra para que percam mais direitos.
