A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (4) a segunda fase da Operação Paroxismo, que apura possíveis irregularidades em contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá para execução das obras do Hospital Geral Municipal.
A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e determinou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN).
Além das buscas, o STF determinou o afastamento de agentes públicos por 60 dias, incluindo o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), o vice-prefeito Mário Neto e a secretária municipal de Saúde e o presidente da Comissão do Município.
O que aponta a investigação da Polícia Federal
Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam a existência de um possível esquema voltado ao:
• direcionamento de licitações
• desvio de recursos públicos
• lavagem de dinheiro
O foco das apurações é o contrato de engenharia e execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá, firmado pela Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com os investigadores, empresários e agentes públicos teriam atuado de forma coordenada no processo licitatório.
O episódio do dinheiro encontrado em mochila
Um dos episódios citados nas investigações envolve o empresário Rodrigo Queiroz, responsável pela empreiteira que executa a obra do hospital.
Ele foi abordado anteriormente pela Polícia Federal transportando R$ 400 mil em dinheiro dentro de uma mochila.
De acordo com informações da investigação, o valor teria sido posteriormente utilizado para aquisição de um veículo ligado ao prefeito de Macapá.
O episódio passou a integrar a linha de apuração que investiga o fluxo financeiro relacionado ao contrato da obra.
Conexão entre o dinheiro e o contrato do hospital
A investigação busca entender se movimentações financeiras ligadas a empresários envolvidos no contrato da obra do hospital podem ter sido utilizadas para ocultar ou redistribuir valores relacionados ao esquema.
Segundo a PF, há indícios de que parte dos recursos públicos destinados ao projeto possa ter sido desviada e posteriormente movimentada por meio de operações financeiras.
Mandados e alcance da operação
A segunda fase da operação cumpre:
• 13 mandados de busca e apreensão
• diligências em três estados
• afastamento de autoridades por 60 dias
Os alvos incluem endereços ligados a investigados e pessoas relacionadas ao contrato da obra.
O que acontece agora
Com o afastamento do prefeito e do vice-prefeito, a prefeitura deve ser assumida interinamente pelo presidente da Câmara Municipal de Macapá.
O inquérito segue em andamento para:
• identificar outros envolvidos
• aprofundar a análise das movimentações financeiras
• verificar possíveis novos desdobramentos da investigação
Até o momento, a Polícia Federal trata o caso como investigação em curso.

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