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Sexta-feira, 24 de Abril 2026

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Operação Paroxismo leva ao afastamento de prefeito de Macapá por 60 dias

Decisão do STF ocorre na segunda fase da investigação da PF sobre suspeitas de fraude em licitação e desvio em obra do Hospital Municipal

Operação Paroxismo leva ao afastamento de prefeito de Macapá por 60 dias
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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (4) a segunda fase da Operação Paroxismo, que apura possíveis irregularidades em contratos firmados pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá para execução das obras do Hospital Geral Municipal.

A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e determinou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Natal (RN).

Além das buscas, o STF determinou o afastamento de agentes públicos por 60 dias, incluindo o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), o vice-prefeito Mário Neto e a secretária municipal de Saúde e o presidente da Comissão do Município.

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O que aponta a investigação da Polícia Federal

Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam a existência de um possível esquema voltado ao:

• direcionamento de licitações
• desvio de recursos públicos
• lavagem de dinheiro

O foco das apurações é o contrato de engenharia e execução das obras do Hospital Geral Municipal de Macapá, firmado pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com os investigadores, empresários e agentes públicos teriam atuado de forma coordenada no processo licitatório.

O episódio do dinheiro encontrado em mochila

Um dos episódios citados nas investigações envolve o empresário Rodrigo Queiroz, responsável pela empreiteira que executa a obra do hospital.

Ele foi abordado anteriormente pela Polícia Federal transportando R$ 400 mil em dinheiro dentro de uma mochila.

De acordo com informações da investigação, o valor teria sido posteriormente utilizado para aquisição de um veículo ligado ao prefeito de Macapá.

O episódio passou a integrar a linha de apuração que investiga o fluxo financeiro relacionado ao contrato da obra.

Conexão entre o dinheiro e o contrato do hospital

A investigação busca entender se movimentações financeiras ligadas a empresários envolvidos no contrato da obra do hospital podem ter sido utilizadas para ocultar ou redistribuir valores relacionados ao esquema.

Segundo a PF, há indícios de que parte dos recursos públicos destinados ao projeto possa ter sido desviada e posteriormente movimentada por meio de operações financeiras.

Mandados e alcance da operação

A segunda fase da operação cumpre:

• 13 mandados de busca e apreensão
• diligências em três estados
• afastamento de autoridades por 60 dias

Os alvos incluem endereços ligados a investigados e pessoas relacionadas ao contrato da obra.

O que acontece agora

Com o afastamento do prefeito e do vice-prefeito, a prefeitura deve ser assumida interinamente pelo presidente da Câmara Municipal de Macapá.

O inquérito segue em andamento para:

• identificar outros envolvidos
• aprofundar a análise das movimentações financeiras
• verificar possíveis novos desdobramentos da investigação

Até o momento, a Polícia Federal trata o caso como investigação em curso.

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