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Terça-feira, 21 de Abril 2026

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A sangue frio: garimpeiros tiveram o corpo perfurado antes de serem jogados no rio

A chacina do Vale do Jari impressiona pela brutalidade: corpos perfurados para afundar e apagar qualquer vestígio do crime.

A sangue frio: garimpeiros tiveram o corpo perfurado antes de serem jogados no rio
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A chacina no Vale do Jari, que vitimou oito garimpeiros na divisa entre o Amapá e o Pará, expôs um nível de crueldade que choca e, a cada dia, revela novas atrocidades. Algumas vítimas tiveram o corpo perfurado para impedir que boiassem. A perícia da Polícia Técnico-Científica do Amapá (Politec) ainda vai determinar se essas perfurações ocorreram antes ou depois da morte.

Depois, os corpos foram lançados às margens do rio Jari, em duplas, longe um outro, numa tentativa de dificultar a localização. Há indícios de que todos foram torturados antes da execução, embora ainda não seja possível determinar por quanto tempo. O crime foi cometido a sangue frio, com frieza e cálculo raramente vistos.

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Quem são as vítimas

  • Antônio Paulo da Silva Santos (“Toninho”), 61
  • Gustavo Gomes Pereira (“Gustavinho”), 23
  • Dhony Dalton Clotilde Neres (“Bofinho”), 30
  • Elison Pereira de Aquino (“Dinho”), 28
  • Antoniel Silva e Silva (“Nego Véi”), 41
  • Adriano de Souza Gonçalves, 39
  • Henrique País Silva, 43
  • Fábio Gomes de Oliveira (“Magrão”), 34.

De acordo com informações, o massacre teria sido motivado por um erro de identificação: os oito homens foram confundidos com assaltantes que, dias antes, teriam roubado ouro de um garimpeiro local. Além das execuções, dois veículos usados pelas vítimas foram incendiados, eliminando possíveis provas.

Quem são os acusados

  • SGT PM Douglas Vital Carvalho Costa
  • SD PM Matheus Cardoso de Souza
  • SD PM José Paulo Pinheiro da Silva Júnior
  • SD PM Iago Jardim Fonseca
  • SD PM Emerson Freitas dos Passos
  • Franck Alves do Nascimento (guarda civil de Laranjal do Jari)
  • Benedito Rodrigues Nascimento (garimpeiro)

As prisões preventivas de sete suspeitos - cinco policiais militares, um guarda municipal e um garimpeiro - foram decretadas no dia 12 de agosto. Testemunhos, interceptações e elementos colhidos no local indicam que o grupo agiu de forma coordenada, sob comando do sargento Vital, que atua na região. Na quarta-feira (13) Justiça manteve as prisões, citando a gravidade do crime, o risco à ordem pública e a possibilidade de interferência nas investigações.

O caso está sendo investigado em conjunto por forças policiais do Amapá e do Pará, com expectativa de novas diligências para encontrar provas e identificar todos os envolvidos.

Linha do tempo da chacina no Vale do Jari

31 de julho (quarta-feira) – Quatro homens saem de Macapá e Calçoene com destino a Laranjal do Jari para negociar um garimpo.

1º de agosto (quinta-feira) – Grupo parte do porto do Itapeuara rumo ao garimpo do Ipitinga, acompanhado de Luciclei e Paulo da Silva Santos.

2 de agosto (sábado) – Todos seguem para a Serra do Catitu, onde permanecem até domingo.

4 de agosto (segunda-feira) – Retornam ao garimpo do Ipitinga. Por volta das 14h20, iniciam viagem de volta, informando familiares que dariam carona a Elilson Pereira de Aquino; contato é perdido em seguida.

6 de agosto (quarta-feira) – Familiares registram desaparecimento; duas caminhonetes do grupo são encontradas incendiadas no porto do Itapeuara.

7 de agosto (quinta-feira)Moradores encontram seis corpos em área de mata; força-tarefa da Polícia Civil intensifica buscasNome de Marujo começa a circular nas redes como suposto mandante.

8 de agosto (sexta-feira) – Mais dois corpos são localizados; um sobrevivente é resgatado pelo Grupo Tático Aéreo (GTA).

9 de agosto (sábado)Marujo divulga nota pública negando qualquer participação e afirmando estar à disposição da Justiça.

12 de agosto (terça-feira)Sete suspeitos são presos preventivamente, entre eles cinco policiais militares, um guarda civil de Laranjal do Jari e um garimpeiro. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na comunidade rural de Monte Tabor e no Assentamento Munguba, ambos na zona rural de Laranjal do Jari.

12 de agosto (ter-feira) - Delegado-geral da Polícia Civil concede coletiva a imprensa para esclarecer o caso.

13 de agosto (quarta-feira)Justiça do Amapá mantém prisões preventivas dos acusados, considerando a gravidade dos crimes, o clima de terror na região e o risco de interferência nas investigações. Policiais teriam atuado sob comando do sargento Douglas Vital Carvalho Costa, todos identificados por testemunhas, fotos e pelo sobrevivente. Além dos homicídios, são apurados ocultação de cadáver e fraude processual, com motivações ligadas a disputas por ouro.

De Bubuia

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