A fala do vereador Alexandre Azevedo na sessão desta quinta-feira (9), na Câmara Municipal de Macapá, reacendeu o debate sobre coerência política. Da tribuna, o parlamentar criticou o atraso na coleta de lixo na capital, mas o problema não é novo e atravessou toda a gestão do ex-prefeito Antônio Furlan, período em que o vereador integrou a base aliada.
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Registro feito em julho de 2025 quando as câmeras de segurança filmaram um cavalo revirando lixo.
De janeiro de 2021 até 4 de março deste ano, quando Furlan renunciou após operação da Polícia Federal, a coleta de lixo foi alvo constante de reclamações. Bairros conviviam com acúmulo de resíduos, cronogramas irregulares e paralisações frequentes, cenário que se repetiu ao longo dos anos.
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Mesmo com a crise recorrente, não houve posicionamentos firmes do parlamentar em defesa dos garis, que também enfrentaram salários atrasados e problemas com vale-refeição. A pauta só ganhou tom mais duro agora, com pouco mais de 30 dias da gestão interina.
A cobrança pela regularização da coleta é legítima e obrigação da atual administração. O que gera questionamento é a mudança de postura. O problema que hoje é tratado como urgência já era realidade conhecida da população, mas não provocou a mesma reação quando se arrastava na gestão anterior.
A fala desta quinta-feira expôs mais do que uma crítica à coleta de lixo. Trouxe à tona o contraste entre o silêncio de antes e a cobrança de agora, em um tema que nunca deixou de afetar a cidade.
