Crise se agrava, Mário Neto pode não assumir PMM e plano de Furlan sofre novo golpe
Pagamentos no dia do afastamento, suspeitas de obstrução e destruição de provas ampliam crise, travam sucessão e afastam cada vez mais o projeto de Furlan ao governo.
O afastamento de Mário Neto do comando da Prefeitura de Macapá deixou de ser uma possibilidade e passou a ser tratado, nos bastidores políticos e jurídicos, como consequência direta do avanço das investigações. Os elementos reunidos no inquérito da operação Paroxismo apontam para um cenário que vai além de irregularidades administrativas e alcança suspeitas de obstrução das apurações no coração da estrutura municipal.
Segundo os autos da operação Paroxismo, pagamentos milionários foram autorizados exatamente no dia do afastamento do prefeito Antônio Furlan, do próprio vice Mário Neto e da então secretária de Saúde, Erika Aymoré.
A coincidência temporal é tratada pelos investigadores como um dos pontos mais sensíveis do caso, levantando a hipótese de movimentações destinadas a dificultar a rastreabilidade de recursos e comprometer a produção de provas.
Pagamentos no dia do afastamento
As investigações apontam que as liberações financeiras ocorreram quando a gestão já enfrentava medidas judiciais. A autorização dos pagamentos é atribuída a Mário Neto, que ocupava a Secretaria de Finanças e tinha controle direto sobre a execução orçamentária.
Para os investigadores, a sequência dos fatos indica uma atuação que, em tese, pode ter contribuído para dificultar o avanço das apurações.
O foco agora é identificar a origem dos valores, os destinatários e a finalidade das transferências realizadas naquele momento crítico.
Suspeitas de destruição de provas e coação
Outro eixo da investigação envolve indícios de destruição de documentos e possível coação de testemunhas. Esses elementos reforçam, segundo a leitura técnica do caso, a necessidade de manutenção do afastamento para preservar a integridade das investigações.
O conjunto das suspeitas, ainda sob apuração, inclui:
liberação de pagamentos em momento sensível
movimentações financeiras consideradas atípicas
possível destruição de documentos
indícios de tentativa de interferência em testemunhas
suspeita de obstrução das investigações
A gravidade potencial desses pontos elevou o caso a um patamar institucional mais delicado.
Câmara avalia desdobramentos políticos
Nos bastidores da Câmara Municipal, o cenário é de tensão. Parlamentares já discutem possíveis desdobramentos caso as suspeitas sejam confirmadas, incluindo medidas que podem levar à perda definitiva de mandato.
A situação é acompanhada com cautela, mas a leitura predominante é de que o caso pode resultar em uma das maiores crises políticas recentes da capital.
Efeito atinge entorno político de Furlan
O avanço das investigações também repercute no cenário político mais amplo. O caso atinge diretamente o entorno do ex-prefeito Antônio Furlan, já que Mário Neto era seu vice e figura central na estrutura administrativa.
Com o aprofundamento das apurações, a crise passa a ter impacto direto sobre o capital político do grupo, ampliando o desgaste público e aumentando a pressão institucional.
Caso entra em fase decisiva
O afastamento tende a se prolongar enquanto as diligências continuam. A investigação agora busca consolidar provas documentais, mapear movimentações financeiras e ouvir novos depoimentos.
O que começou como um episódio administrativo evoluiu para uma investigação com potencial de redefinir o cenário político local.
A permanência de Mário Neto fora do comando da Prefeitura passa a ser tratada como medida necessária diante da gravidade dos fatos ainda sob apuração.
Entenda o caso
O vice-prefeito de Macapá, Mário Neto, foi afastado do cargo no dia 4 de março de 2026, por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, durante a segunda fase da Operação Paroxismo, da Polícia Federal. A medida também atingiu o então prefeito Antônio Furlan e a secretária municipal de Saúde.
Segundo as investigações, há indícios de fraude em licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionados ao contrato da construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, com uso de recursos federais oriundos de emendas parlamentares.
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