Site de Notícias do Amapá

Aguarde, carregando...

Domingo, 01 de Fevereiro 2026

Notícias/Policial

Denúncia por feminicídio detalha ciúme, posse e violência contínua

Ministério Público denuncia feminicídio e aponta ciclo de ameaças, controle e violência que terminou na morte da enfermeira Paula.

Denúncia por feminicídio detalha ciúme, posse e violência contínua
Familiares da vítima foram ao Ministério Público pedir justiça pelo feminicídio. Foto: MP
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Um disparo na cabeça encerrou uma história marcada por controle, ciúmes e violência dentro de casa. A vítima, uma enfermeira conhecida como Paula, deixou dois filhos e um rastro de mensagens que revelam medo, ameaças e agressões anteriores.

Agora, o caso avança na Justiça com denúncia formal por feminicídio, porte ilegal de arma e pedido de reparação à família.

O que a denúncia aponta sobre o crime

A acusação descreve que Alciderico Santos Moreira matou a companheira Benedita de Jesus Barroso da Costa, conhecida como Paula Barroso, com um tiro na cabeça.

Publicidade

Leia Também:

O crime ocorreu no domingo (25), em um estabelecimento comercial no Ramal do Bonito, Km 15, na zona rural de Macapá, em contexto de violência doméstica e familiar.

A denúncia foi assinada pelos promotores de Justiça Hélio Paulo Furtado e Carolina Oliveira, da 2ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Macapá.

Histórico de ameaças e violência antes do assassinato

Segundo a denúncia, Paula vivia um ciclo contínuo de violência, que incluía agressões físicas, violência patrimonial e ameaças reiteradas.

Mensagens de áudio anexadas ao processo reforçam o histórico de medo e controle, apontando que o crime não foi isolado, mas resultado de uma escalada de violência.

Quem era a vítima

Paula Barroso era enfermeira, já havia participado de concurso de beleza e chegou a ser eleita miss.

Ela deixou dois filhos órfãos, fator citado na denúncia como agravante do impacto social e familiar do crime.

O Ministério Público sustenta que o crime foi cometido por razões da condição do sexo feminino, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Diante da gravidade, foi descartada qualquer possibilidade de acordo penal, e o caso seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri, incluindo também a acusação de porte ilegal de arma de fogo.

Acolhimento da família após a denúncia

No mesmo dia em que a denúncia foi protocolada, familiares da vítima foram recebidos em reunião na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, no Araxá.

O promotor de Justiça Hélio Paulo Furtado afirmou que a atuação do Ministério Público vai além da persecução penal, destacando a importância de garantir acolhimento, escuta e orientação à família da vítima.

Apoio psicológico e jurídico disponível

Os familiares foram orientados sobre o atendimento pelo Centro de Atendimento às Vítimas ‘Nós Pertencemos’ (CAVINP), que oferece acolhimento psicossocial, orientação jurídica e acompanhamento de vítimas indiretas de crimes violentos.

Com a denúncia apresentada, o caso entra em nova fase judicial. A família acompanha o andamento do processo enquanto busca apoio psicológico e jurídico para enfrentar as consequências de uma violência que deixou marcas permanentes.

Comentários:
De Bubuia

Publicado por:

De Bubuia

Saiba Mais
WhatsApp De Bubuia
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )