Nesta segunda-feira (26), a polícia cumpriu mandados de prisão preventiva contra um casal investigado por estupro de vulnerável e crimes relacionados à produção e ao armazenamento de pornografia infantil no estado do Amapá.
Crianças foram abusadas sexualmente de forma reiterada dentro do próprio ambiente familiar e tiveram os crimes registrados em vídeo. A investigação aponta uma dinâmica de violência contínua, sustentada por vínculos de parentesco e confiança usados para silenciar vítimas em situação extrema de vulnerabilidade.
Prisões cumpridas em Macapá
Foram executados dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão domiciliar. Um dos investigados, homem de 32 anos, teve a ordem judicial cumprida dentro do Iapen, onde já se encontrava custodiado por outro crime de estupro de vulnerável.
A mulher investigada, de 22 anos, foi presa em uma residência no bairro Marabaixo IV, na zona oeste de Macapá.
Crimes apontados pela investigação
Segundo a Polícia Civil do Amapá, o casal é investigado por:
· três crimes de estupro de vulnerável majorado
· três crimes de produção ou registro de pornografia infantil, com agravante de parentesco
· três crimes de armazenamento de registros de cena de sexo envolvendo criança ou adolescente
Os delitos são classificados como crimes hediondos, conforme a legislação penal brasileira.
Onde a violência ocorria
Os crimes teriam sido praticados no distrito do Cupixi, no município de Porto Grande, onde o casal residia à época dos fatos.
Após a prisão do homem por outro crime sexual contra criança, no ano passado, a mulher deixou Porto Grande e passou a morar em Macapá.
Parentesco agravou a brutalidade
As vítimas, com 6, 10 e 13 anos, mantinham vínculo de parentesco com os investigados. A polícia aponta que essa relação foi determinante para a prática continuada dos crimes, cometidos no interior da própria família, longe de qualquer proteção imediata.
O ambiente doméstico, que deveria ser espaço de cuidado, foi apontado pela investigação como o local onde os abusos se repetiram ao longo do tempo.
O inquérito policial segue em andamento para a conclusão das diligências e eventual responsabilização penal dos investigados.

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