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Domingo, 01 de Fevereiro 2026

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Mulheres diante do "amor" que controla, pune e mata

Em janeiro, dois feminicídios expõem relações marcadas por controle, ciúme e a negação do recomeço.

Mulheres diante do
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Na imagem maior, aparecem os rostos dos assassinos. Abaixo deles, menores, os rostos de suas vítimas. Como se a violência ocupasse o centro e a vida tivesse sido empurrada para a margem.

No Amapá, janeiro começou com um retrato cruel: o amor que virou posse, a posse que virou raiva e a raiva que terminou em morte.

Quantas histórias ainda precisam terminar assim?

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Em apenas um mês, dois casos de feminicídio foram registrados no estado. Duas mulheres, mães, com futuro ainda em construção, interrompidas não por acaso, mas por decisão.

Elas morreram porque ousaram existir além da vontade de quem dizia amar.

Quando o companheiro se acha dono

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Rivone Santos foi assassinada por Delson Júnior Cardoso Carvalho, por volta das 21h do dia 1º de janeiro de 2026, no bairro Hospitalidade, em Santana. O primeiro dia do ano terminou em morte porque o fim da relação não foi aceito como direito. Ela era mãe de três filhos.
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Paula Barroso, 30 anos, enfermeira e Rainha Interdistrital 2023, foi morta na noite de 25 de janeiro de 2026, no Km 18. Alcir Santos, o marido, foi preso, e alegou um disparo acidental. A jovem foi alvejada com um tiro na cabeça. Ela tinha dois filhos.

Não foi impulso. Não foi “crime passional”. Foi controle, foi vigilância, foi a ideia antiga e perigosa de que mulher não pode recomeçar sozinha.

Quando o outro tenta ir embora, o agressor não vê despedida. Vê perda de propriedade.

O silêncio que vinha antes do fim

Antes do grito final, houve silêncios. O medo dentro de casa, a rotina tensa, o passo calculado, o celular observado.

Violência raramente começa no soco. Ela começa no olhar que vigia e na palavra que proíbe.

Cada feminicídio não é só um crime individual.

É um espelho social que reflete falhas na proteção, na escuta e na reação. É a prova de que ainda tratamos o fim de uma relação como afronta, não como direito.

As fotos mostram os assassinos em destaque e, abaixo, as mulheres que perderam a vida. Mas a história precisa ser recontada de outro jeito. Elas não são rodapé. Elas eram o centro. E o amor nunca deveria matar.

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