Servidores ativos e aposentados foram convocados para um protesto em frente à sede da Amapá Previdência (Amprev), nesta sexta-feira (13), em Macapá.
A articulação é liderada pelo deputado estadual R. Nelson e ocorre durante as investigações sobre a liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central do Brasil em novembro de 2025 após a identificação de saldo devedor de R$ 12 bilhões.
MacapaPrev: decisão formal do TCE e ausência de mobilização
Enquanto o protesto é direcionado à Amprev, uma decisão recente do Tribunal de Contas do Estado do Amapá colocou a previdência municipal de Macapá sob questionamento institucional.
No Processo nº 013816/2024, o TCE apontou omissões reiteradas da gestão da MacapaPrev que impediram o registro da aposentadoria de uma servidora municipal. A decisão foi publicada no Diário Oficial Eletrônico nº 2167/2026 e fixou prazo de 15 dias improrrogáveis para envio do Demonstrativo da Remuneração do Último Mês, documento obrigatório para validação do ato.
Apesar da gravidade formal da decisão do órgão de controle externo, não houve manifestação pública do deputado sobre o caso nem convocação de mobilização semelhante em relação à previdência municipal.
Impacto direto aos servidores
A MacapaPrev reúne mais de 11 mil servidores ativos e cerca de 1,5 mil aposentados e pensionistas. Dados do Ministério da Previdência indicaram redução nos recursos do fundo municipal entre 2023 e 2025.
Já no âmbito estadual, segundo a Amprev, os pagamentos seguem regulares e o equilíbrio atuarial permanece projetado.
Conheça o deputado R. Nelson
O deputado que lidera a mobilização já esteve no centro de controvérsias públicas.
No campo administrativo, foi citado em debates envolvendo possível influência política na estrutura da Macapatur, com questionamentos sobre nomeações de familiares e aliados em cargos estratégicos.
No campo policial, seu nome consta em boletins de ocorrência registrados na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DCCM), envolvendo denúncias de injúria, vias de fato, ameaça e lesão corporal. Os registros foram noticiados anteriormente com base em documentos oficiais.
Além dos registros policiais e das controvérsias administrativas, o deputado também foi alvo de repercussão recente após a viralização de dois vídeos atribuídos a uma visita ao arquipélago do Bailique.

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