Para quem depende do Rio Amazonas para trabalhar, estudar ou simplesmente se deslocar, embarcar sempre foi sinônimo de improviso e risco no Amapá. Essa rotina começa a mudar com a inauguração do Porto do Povo de Santana, entregue nesta sexta-feira (30).
O novo terminal passa a concentrar o embarque e desembarque de passageiros em um espaço fixo, estruturado e seguro, substituindo pontos informais usados há décadas pela população.
O Porto do Povo é o primeiro terminal hidroviário estruturado do município de Santana e encerra uma espera de quase 70 anos por um espaço adequado para o transporte fluvial de passageiros.
No entorno do terminal, o Governo do Amapá executou obras complementares. A Secretaria de Estado da Infraestrutura realizou a pavimentação da Avenida Beira-Mar, facilitando o acesso ao porto, enquanto a Secretaria do Bem-Estar Animal instalou comedouros e bebedouros para pets, integrando o espaço à dinâmica urbana da cidade.
Durante a inauguração, o governador Clécio Luís destacou que o porto altera a forma como o estado se relaciona com seus rios.
"É pelos rios que chegam ao Amapá as pessoas, as cargas e as mercadorias. Sempre usamos portos, mas por muito tempo com pouca segurança e autonomia. Esse porto muda essa relação para melhor e garante que a população embarque com dignidade e respeito”, afirmou.
Como funciona o novo terminal hidroviário
Classificado como Instalação Pública de Pequeno Porte (IP4), o Porto do Povo foi projetado para operar durante todo o ano, independentemente da variação do nível das águas do Rio Amazonas.
O espaço atende catraias, voadeiras e lanchas de passageiros, com capacidade para embarcações de até 30 toneladas, ampliando a segurança das operações.
A estrutura conta com salão de espera, guichês de venda de passagens, salas administrativas, lanchonetes, banheiros e estacionamento.
Impacto direto para passageiros e comunidades ribeirinhas
O terminal atende moradores de Santana e de comunidades ribeirinhas que utilizam o transporte fluvial como principal meio de deslocamento para trabalho, saúde, educação e comércio.
Além da estrutura física, o porto contará com fiscalização da Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos, ampliando o controle e a organização do embarque e desembarque de passageiros.
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