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Quinta-feira, 30 de Abril 2026
Notícias/Policial

Abusos em Oiapoque revelam violência iniciada quando vítima tinha 7 anos

Adolescente rompeu o silêncio por meio de uma carta; agressor filmava os atos e foi preso com conteúdo de pornografia infantil.

Abusos em Oiapoque revelam violência iniciada quando vítima tinha 7 anos
Homem preso era parente da vítima e prática o ato desde quando ela tinha sete anos de idade. Foto: PC
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No município de Oiapoque, uma adolescente encontrou forças para denunciar os abusos que sofreu desde os 7 anos. A carta entregue a um professor levou a Polícia Civil a cumprir mandado de busca e apreensão e prender em flagrante o parente investigado, que armazenava vídeos das violências.

Como a denúncia rompeu anos de silêncio?

A segunda-feira (17) começou com a equipe da Delegacia Especializada em Crimes Contra Criança e Adolescente (DERCCA) a caminho da residência do suspeito. A investigação havia avançado após a vítima relatar, por escrito, que sofria abusos sexuais desde a infância e que o agressor registrava os atos em vídeo.

A delegada Clívia Valente, responsável pelo caso, explicou a importância da carta na condução da investigação.

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“A vítima mencionou que o investigado costumava filmar os abusos em seu celular e armazenar o conteúdo. Tornou-se essencial obter acesso aos aparelhos para comprovar a materialidade do crime ou identificar possíveis outras vítimas”, afirmou. 

O que a Polícia Civil encontrou na residência?

Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais localizaram conteúdo de pornografia infantil no aparelho do suspeito. Ele foi preso em flagrante no local.

O material apreendido agora passa por análise técnica, que poderá confirmar as gravações mencionadas pela vítima e revelar se houve outros crimes ou vítimas ao longo dos anos.

Por que casos assim demoram a vir à tona?

A investigação aponta que o agressor era parente da vítima, circunstância que costuma dificultar denúncias, especialmente em municípios do interior, onde laços familiares e medo de retaliação criam barreiras adicionais.

Mesmo assim, a adolescente conseguiu relatar o que viveu por meio de uma carta entregue a um professor, que encaminhou a situação às autoridades.

Quais são os próximos passos da investigação?

Após a prisão, o suspeito foi levado ao CIOSP de Oiapoque. A DERCCA segue analisando os dispositivos eletrônicos apreendidos e ouvindo pessoas próximas à vítima para fortalecer o caso.

A delegacia não descarta a identificação de outras vítimas.

De Bubuia

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