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Sexta-feira, 13 de Fevereiro 2026

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Em Laranjal do Jari, o fake news ganha endereço e vira caso de polícia

Operação da Polícia Civil, em Laranjal do Jari, mostra que o ódio online também deixa rastros.

Em Laranjal do Jari, o fake news ganha endereço e vira caso de polícia
O casal vai responder por calúnia e difamação, com agravante pelo uso de redes sociais.
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A internet parecia um esconderijo confortável. Um nome falso, uma foto qualquer, palavras lançadas como pedras. Mas até o silêncio da tela faz barulho quando a mentira vira rotina.

Na última sexta-feira (12), em Laranjal do Jari, a Polícia Civil do Amapá lembrou que o mundo virtual não flutua fora da realidade. A Operação “Fake News” desmontou um perfil usado para espalhar calúnia, difamação e medo. A tela apagou. O endereço apareceu.

O que acontece quando a mentira ganha seguidores?

Segundo a 1ª Delegacia de Polícia de Laranjal do Jari (1ª DPLJ), o perfil “@babados.jari” se tornou um megafone de acusações sem prova. Ali, a honra alheia era moeda fácil, trocada por curtidas e compartilhamentos.

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O delegado Romie Bradley descreveu um dos episódios mais graves: a falsa imputação de homicídios e suposta ligação com facções criminosas a uma figura pública local. Palavras soltas na rede, efeitos concretos na cidade.

Como a polícia encontra quem se esconde atrás da tela

A investigação caminhou sem alarde. Denúncias, técnicas de inteligência, autorização judicial para a quebra de sigilo. A internet guarda tudo. O rastro existe, mesmo quando se tenta apagá-lo.

O caminho levou a pessoas reais. O perfil tinha administradores. Um casal, identificado como responsável pelas publicações, saiu do anonimato para o papel timbrado do inquérito.

Quando a fake news ganha endereço

O mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência e no estabelecimento comercial dos investigados. Celulares e dispositivos eletrônicos foram recolhidos. A ferramenta da ofensa virou prova.

A palavra também responde à lei

Os investigados respondem por calúnia e difamação, com agravante pelo uso de redes sociais. A pena agora não depende do engajamento. Depende da Justiça.

O silêncio depois do clique

Em cidades como o Jari, onde todo mundo se conhece, a internet costuma fingir distância. A Operação “Fake News” encurtou esse espaço. Mostrou que a palavra pesa, que a acusação fere e que o anonimato não protege para sempre.

Quando a tela escureceu, ficou o recado.
E, por um instante, o silêncio digital falou mais alto que qualquer postagem.

De Bubuia

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