A Polícia Civil do Amapá, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Fraude Eletrônica, concluiu uma investigação que desarticulou a atuação de uma organização criminosa oriunda do Mato Grosso, responsável por lesar vítimas em diferentes estados brasileiros, incluindo o Amapá.
O grupo foi indiciado por fraude eletrônica e lavagem de capitais, além de ter bens e valores bloqueados pela Justiça.
Golpe do “falso intermediário”
Segundo o delegado Nicolas Bastos, que presidiu as investigações, o esquema criminoso utilizava a falsa intermediação na compra e venda de veículos para enganar compradores e vendedores.
“Os criminosos criam uma narrativa falsa, oferecendo um preço superior ao vendedor e, ao mesmo tempo, um valor muito abaixo do mercado ao comprador, enganando ambos. Para manter o plano, os golpistas orientam as vítimas a mentirem umas para as outras, dizendo que são parentes e a não conversarem sobre os valores”, explicou o delegado.
Atuação nacional e lavagem de dinheiro
As apurações revelaram que a organização criminosa tinha atuação nacional, sendo responsável por aplicar o chamado golpe do “falso intermediário” em diversas regiões do país. Além disso, foram identificadas conexões do grupo com o tráfico de drogas.
Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações suspeitas de grandes quantias de dinheiro sem justificativa lícita, comprovando a ligação direta com valores oriundos das fraudes.
Com a conclusão do inquérito, o caso segue agora para o Poder Judiciário, que dará prosseguimento às medidas legais contra os envolvidos.
