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Sexta-feira, 01 de Maio 2026
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Justiça autoriza dieta especial para Marujo, acusado de chacina no Vale do Jari

Preso em Goiás, Marujo recebeu autorização judicial para dieta especial e consultas médicas após alegar problemas de saúde e fraqueza na prisão.

Justiça autoriza dieta especial para Marujo, acusado de chacina no Vale do Jari
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O nome de José Edno Alves de Oliveira, mais conhecido como Marujo, volta ao noticiário. Apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito de mandar executar oito garimpeiros na divisa entre o Amapá e o Pará, ele conseguiu na Justiça de Goiás o direito a uma alimentação diferenciada e a saída do presídio para consultas médicas.

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Desde 17 de agosto, Marujo está preso na Casa de Prisão Provisória de Luziânia (GO), após ser capturado em Samambaia, no Distrito Federal. No cárcere, relatou dores no estômago, tontura e fraqueza. A defesa argumentou que ele é diabético, hipertenso e que passou por uma cirurgia bariátrica em 2023, condições que exigem dieta e acompanhamento médico específicos.

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Na última quarta-feira (10), o juiz Victor Alvares Cimini Ribeiro, da 1ª Vara Criminal de Luziânia, deferiu o pedido da defesa e autorizou que familiares forneçam diariamente os alimentos previstos em seu plano nutricional. A decisão também permite que ele realize exames de sangue e consultas médicas fora da unidade prisional, caso a equipe interna não consiga atender.

Exames autorizados

O despacho prevê a realização de uma bateria de exames, incluindo hemograma, glicemia, colesterol, vitamina B12, vitamina D, zinco, ureia e creatinina. A família ficará responsável por custear, caso sejam feitos na rede particular.

Transferência pendente

Apesar da decisão da Comarca de Luziânia em 20 de agosto, que autorizou o recambiamento de Marujo para o Amapá devido à superlotação do presídio, a transferência ainda não tem data definida.

O caso da chacina

Marujo é acusado de ser o mandante da chacina que matou oito homens em um garimpo no Vale do Jari, entre os estados do Amapá e Pará. As vítimas eram trabalhadores - pais de família e até marido de uma jovem grávida - mortos após serem confundidos com criminosos que haviam praticado um assalto na região.

Linha do tempo da chacina no Vale do Jari

  • 31 de julho (quarta-feira)– Quatro homens partem de Macapá e Calçoene para negociar garimpo em Laranjal do Jari.
  • 1º de agosto (quinta-feira)– Grupo segue ao garimpo do Ipitinga, acompanhado por dois conhecidos.
  • 2 de agosto (sexta-feira)– Permanecem na Serra do Catitu até domingo.
  • 4 de agosto (segunda-feira)– Durante viagem de retorno, contato com familiares é perdido após 14h20.
  • 6 de agosto (quarta-feira)– Familiares registram desaparecimento; caminhonetes do grupo são encontradas incendiadas no porto do Itapeuara.
  • 7 de agosto (quinta-feira)– Seis corpos são encontrados em área de mata; polícia intensifica buscas. Nome de “Marujo” começa a circular em redes sociais.
  • 8 de agosto (sexta-feira)– Mais dois corpos são localizados; um sobrevivente é resgatado pelo Grupo Tático Aéreo (GTA).
  • 9 de agosto (sábado)– “Marujo” divulga nota pública negando envolvimento e diz estar à disposição da Justiça.
  • 12 de agosto (terça-feira)– Polícia Civil do Amapá detalha investigação e anuncia prisão de sete suspeitos.
  • 16 de agosto (sábado)– “Marujo” é preso em Brasília; polícia confirma que todos os acusados estão sob custódia.
  • 17 de agosto (domingo) – Em audiência de custódia a Justiça decide manter a prisão preventiva de Marujo. 
  • 20 de agosto: juiz autoriza recambiamento para o Amapá, ainda sem data definida.
  • 10 de setembro: Justiça de Luziânia concede alimentação diferenciada e autoriza saída para exames.
De Bubuia

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